quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

LER E COMPREENDER - ENSINO MÉDIO - 05-02-2025

LER E COMPREENDER 

Prof.  Leonardo Ferreira

ATIVIDADE 1 

Leia o texto a seguir como base para o nosso primeiro debate-regrado. Para isso, faça algumas anotações no caderno.

MEC orienta escolas sobre a proibição de celulares; veja os detalhes

Lei estabelece regras para a utilização de smartphones na educação básica. Aparelhos só serão permitidos em atividades pedagógicas ou em casos excepcionais, como os de alunos com deficiência que necessitam de tecnologia assertiva

 

O Ministério da Educação (MEC) realizou, na manhã desta sexta-feira (31), um evento virtual para orientar as escolas na proibição de uso de celulares durante aulas e intervalos. Esse veto aos aparelhos foi formalizado em 15 de janeiro, após o presidente Lula sancionar uma lei que se estende a toda educação básica, pública e particular (ou seja, educação infantil, ensino fundamental e ensino médio).

A pasta anunciou também que duas novas medidas devem ser tomadas em fevereiro:

Um decreto presidencial que esclarecerá pontos específicos da lei;

Uma resolução com diretrizes operacionais a ser emitida pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).

“A gente quer otimizar o uso, potencializar os benefícios e mitigar os efeitos nocivos [da tecnologia]” afirma Kátia Schweickardt, secretária da Educação Básica do MEC.

Aléssio Costa Lima, presidente da Undime, que une as secretarias municipais de ensino, reforçou a importância desses direcionamentos mais específicos. “Essa lei precisa constar nos regimentos escolares. Como vai ser a materialização dela no dia a dia? Isso precisa ser detalhado”, diz.

Veja as principais recomendações da pasta, transmitidas tanto no evento quanto em guias disponibilizados publicamente para as redes:

- As escolas devem reforçar que a medida foi tomada para proteger os alunos. “Vai haver resistência, como também houve quando cintos de segurança passaram a ser obrigatórios”, Diz Anita Stefani, diretora de Apoio à Gestão Educacional do MEC.

- As exceções devem ser respeitadas. Uso de celular é permitido em situações relacionadas:

A fins pedagógicos ou didáticos, conforme orientação do professor em atividades planejadas;

À inclusão e à acessibilidade de estudantes com deficiência;

Ao atendimento a condições de saúde e garantia de direitos fundamentais.

“A lei não tira a tecnologia da educação. É sobre como utilizar  os dispositivos de forma intencional. Os professores precisam saber usá-los a seu favor” afirma Stefani.

- O local onde os celulares ficarão guardados será uma decisão de cada escola. O MEC não estipulará se os aparelhos devem permanecer na mochila do aluno ou em uma caixa controlada pelo professor. “não há uma imposição única. Colocamos algumas possibilidades no material de referência para as escolas”, afirma Stefani.

O guia diz que o ideal é que os alunos sequer levem os celulares para a aula. Mas, como é uma medida por vez inviável, é preciso “indicar um lugar seguro para que [os smartphones] fiquem retidos”.

- As secretarias de educação deverão desenvolver ações de apoio à saúde mental dos alunos. Nas escolas, a recomendação é que haja um processo de escuta e acolhimento.

Washington Bandeira, secretário da Educação do Piauí e membro do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), destacou a importância de os professores lidarem com a “abstinência” que crianças e jovens podem enfrentar quando forem privados de usar a tecnologia. O g1 noticiou casos de bebês que, em escolas que já proibiram o celular, sequer aceitavam comer sem ver um vídeo ao mesmo tempo.

- As restrições ao uso dos celulares deve se manter inclusive no “tempo livre”. “Precisa reservar o recreio e os intervalos para favorecer a necessidade social do convívio”, diz Lima. Ele ressaltou a importância de as crianças poderem brincar longe das telas.

- As práticas adotadas devem ser revistas periodicamente para ajustes e melhorias.

Entre a última segunda-feira (27) e a 1ª semana de fevereiro, a maior parte dos colégios públicos e dos particulares no Brasil inicia o ano letivo de 2025. No caso das instituições que ainda permitiam o uso do celular em sala de aula, é o início de uma “nova era”.

Em que momentos os celulares não poderão ser usados?

De acordo com a lei, o uso de celulares será proibido durante as aulas, recreios, intervalos e atividades extracurriculares.

Em algumas escolas e redes de ensino, por decisões locais, essa limitação já estava valendo em 2024. 

Existem exceções? Sim. Como dito no início da reportagem, a nova lei até permite que estudantes portem celulares nas escolas, desde que o uso fique restrito a situações excepcionais, como emergências e necessidades de saúde. Em atividades guiadas pelo professor, o uso também é liberado.

Qual é a justificativa para a lei? O MEC ressalta os principais problemas nas salas de aula na proibição dos celulares: distração de alunos; falta de interação social; problemas de saúde mental; impacto negativo no aprendizado.

O relator do projeto no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), destacou estudos do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), que indicam os impactos negativos do uso excessivo de smartphones. Segundo o relatório de 2022, alunos que passaram mais de cinco horas diárias conectados obtiveram, em média, 49 pontos a menos em matemática do que aqueles que utilizaram os dispositivos por até uma hora.

No Brasil, 80% dos estudantes relataram distrações, durante as aulas, bem acima da média de outros países, como Japão (18%) e Coréia do Sul (32%). Além disso, Vieira apontou que o consumo excessivo de redes sociais está associado a transtornos de ansiedade, depressão e outros problemas de saúde mental entre jovens.

Quando a medida começa a valer? Após a sanção de Lula, o projeto precisará ser regulado. Isso significa que regras para a aplicação da norma deverão ser estipuladas.

O ministro da Educação, Camilo Santana, informou que as orientações para aplicação serão traçadas ainda em janeiro. Um prazo será definido para adaptação das redes de ensino.

Como será feita a fiscalização? Onde os celulares ficarão guardados? O ministro Camilo Santana explicou que detalhes operacionais, como o local de armazenamento dos celulares (mochilas, caixas ou áreas específicas) dependerão da estrutura e da decisão de cada escola.

As consequências para os alunos que não seguirem a regra também deverão ser definidas pelas próprias instituições de ensino.

Santana destacou que a ideia principal é permitir o uso apenas para fins pedagógicos, evitando o uso individual fora das disciplinas escolares.

Disponível em: <https://g1.globo.com/educacao/noticia/2025/01/31/proibicao-de-celulares-durante-aulas-e-intervalos-orientacoes-mec.ghtml> Acesso em: 05 fev. 2025.

 ATIVIDADE 2 

Para responder as questões a seguir, faça a audição do Podcast (link abaixo) e leia o texto da lei 15.100/2025 (link abaixo).


AUDIÇÃO DE PODCAST

ASSUNTO# 1.393 - G1: PODCAST. Natuza Nery: Lei que proíbe. Escolas sem celulares: crise de abstinência e adaptação. data Podcast disponível em: Acesso em: 05 fev. 2025.

ACESSE AQUI =>  PODCAST

LEI QUE PROÍBE USO DE CELULARES NA ESCOLA

LEIA AQUI =>  LEI 15.100/2025

Exemplo: leia a resposta das questões 1 e 9.

1.      O que é abstinência? Exemplo de resposta: Segundo o dicionário da Academia Brasileira de Letras (ABL), significa: “privação de algo, especialmente, prazeres...”. No aulete, o termo significa: "ação de se privar de algo, ou seja, de se abster". Rádio Câmara, Nomofobia: o vício  ao celular: o que saber e como evitar. Disponível em: <https://www.camara.leg.br/radio/programas/977152-nomofobia-o-vicio-ao-celular-o-que-saber-e-como-evitar/#:~:text=Leihge%20Roselle%20nos%20explica%20o,e%20principalmente%20nas%20rela%C3%A7%C3%B5es%20sociais.%E2%80%9D>Acesso em: 5 fev. 2025.

2.      Quais são os demais aparelhos, similares ao celular, citados na reportagem?

3.      Tendo em vista o conteúdo da reportagem,  existe alguma condição para o uso do celular?

4.      Que consequências imediatas são apontadas pela reportagem, quando os celulares são retirados dos estudantes?

5.      Quais os benefícios da lei para o crescimento psicossocial dos estudantes?

6.  Segundo o conteúdo do Podcast, existiria alguma relação entre atenção em sala de aula e uso de dispositivos celulares e similares?

7.      O que mais impactou a pesquisadora Luiza Tenente? Comente. 

8.      Quais são os argumentos favoráveis ao afastamento dos celulares (e similares) das salas de aula?

9.      O que diz a lei no 15.100/2025? Exemplo de resposta: A lei busca equilibrar o uso de tecnologias digitais na educação básica Legislação foi sancionada nesta segunda-feira 13 de janeiro, pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.

10.  Comente a declaração do Ministro da Educação, Camilo Santana: “o objetivo da lei não é proibir o uso de celulares, mas proteger nossas crianças e adolescentes por meio da restrição a esses aparelhos”.

11.  Explique a relação entre o uso do celular para fins pedagógicos e o uso desses dispositivos móveis para atividades recreativas.

12.   Você é favorável à lei 15.100/2005? Explique.

13.  Os pais têm controle sobre os dispositivos móveis dos filhos? Explique?

14.  É possível conciliar o uso do celular com os estudos? Explique.

15.  De que forma a escola que você estuda tem tratado o assunto da lei 15.100/2025? Você concorda? Explique.


SUCESSO!

sábado, 30 de novembro de 2024

AVALIAÇÃO IV UNIDADE - LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA - 2024



 TÓPICOS DE REVISÃO 

LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA 

Tópicos de Revisão:

01.   Léxico: estrangeirismo (meio digital, japonês: emoji, karaokê, sushi, sashimi, jiu-jitsu, sensei etc.), a palavra latina status (que funciona nos meios digitais), compreensão de texto, Tik Tok (estrangeirismo formado a partir de onomatopeia);


02.   Verbo (flexões no plano verbal), conjunção concessiva, comparação, modalização (deôntico: permissão, obrigação e proibição. Exemplo: Você deve estudar para a avaliação de português) e epistêmico: probabilidade. Exemplo: Os estudantes podem estar estudando agora);




03.   Sequência descritiva, hipérbole, gênero discursivo de domínio ficcional, poema (estudar o processo de formação de palavras);


04.   Poema: eu lírico, pronome oblíquo (apenas reconhecimento), ideia central e neologismo.


05.   Romanceiro da Inconfidência – Cecília Meireles (uma crítica à escravização), comparar com as obras de Tomás Antônio Gonzaga Marília de Dirceu e Cartas Chilenas, estude os pseudônimos: Dirceu, Doroteu, Critilo, Fanfarrão Minésio, Glauceste Satúrnio;


06.   Artes plástica: tela Nicolas Lancret, comparação com os livros Uraguai e Caramuru, estilo Rococó (apenas reconhecimento das características), bucolismo, pastoralismo, carpe diem e locus amoenus;

Nicolas Lancret







07.   Análise de anúncio: multimodalidade, estrangeirismo, horizontal: ideal e real;


Disponível em: https://www.promoo.com.br/black-friday-magazine-luiza/ Acesso em: 30 nov. 2024.

1. Observe os estrangeirismos utilizados no anúncio, como: Black, Friday e Magazine.
2. A personagem representada (avatar da empresa) recebeu o nome de Magalu. Como pode ser visto, essa palavra é composta por aglutinação. Ao mesmo tempo, há abreviação de Maga (Magazine) e Lu (Luiza). 



08.   Caramuru (Moema) e Uraguai (Lindoia). Veja detalhes no tópico 15.


09.   Citações: Laurentino Gomes e Darcy Ribeiro. Leiam os fragmento, a seguir, e façam uma relação com o contexto histórico do Arcadismo. 

“Em meados do século XVIII, a vida útil de um escravo em Minas Gerais não ia além dos doze anos. [...] Na garimpagem... o escravo passava, em média, doze horas por dia com o corpo encharcado e mergulhado até a cintura nos riachos de água gelada...” GOMES. Laurentino. Escravidão: da corrida do ouro em Minas até a chegada de D. João ao Brasil. Rio de Janeiro, 2021, p. 297.

“A empresa escravista, fundada na apropriação de seres humanos através da violência mais crua e da coerção permanente, exercida através dos castigos mais atrozes, atua como uma mó desumanizadora...”  RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Global, 2015, p. 89.


10.   Charge: compreensão, multimodalidade, intertextualidade, humor.

Disponível em: <https://www.folha.uol.com.br/> Acesso em: 30 nov. 2024.



11.   Texto (comparação entre textos): estude a etimologia e o processo de formação das palavras:  “nomofobia”, autoestima, autoeficácia, empobrecimento e isolamento.


12.   Compreensão de texto da esfera jornalística;

Veja o exemplo, a seguir:

Confusão com ‘pistolas de bolas de gel’ termina com 18 pessoas detidas e um ferido em SP

Segundo a PM, um grupo realizou diversos disparos contra um estabelecimento comercial no Jardim São Luís, Zona Sul, e uma pessoa acabou sendo atingida no olho

 

 Uma confusão causada pelo uso de armas de brinquedo que disparam bolas de gel resultou com 18  pessoas detidas, entre elas seis adolescentes, e um homem ferido nos olhos no Jardim São Luís, Zona Sul de São Paulo, nesta terça-feira (10).

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, policiais militares foram acionados para dispensar uma briga no bairro. Assim que notaram a viatura, diversas pessoas que estavam com as chamadas “pistolas de bola de gel” tentaram fugir, mas foram contidas.

 

No local, as equipes souberam que o grupo estava efetuando disparos contra um estabelecimento comercial em que estava uma pessoa, que acabou sendo atingida nos olhos. O estado de saúde dela não foi divulgado.

Todos os envolvidos foram encaminhados à delegacia, entre eles os menores de idade, que precisaram ser acompanhados pelos pais.

Disponível em: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2024/09/11/confusao-com-pistolas-de-bolas-de-gel-termina-com-18-pessoas-detidas-e-um-ferido-na-zona-sul-de-sp.ghtml Acesso em: 30 nov. 2024.


13.   Compreensão de texto da esfera jornalística;


14.   Análise de manchete e de lide: ideia central, pressupostos e implícito.


15.   Segunda fase do Arcadismo: prenúncio do Romantismo: Uraguai (o título do livro é uma variante da palavra Uruguai): leia sobre a morte de Lindoia e Caramuru: leia sobre a morte de Moema. Nas aulas, destaquei a relação intersemiótica entre as telas e os seguintes livros: Uraguai e Caramuru, respectivamente. 

A morte de Lindoia, de José Maria de Medeiros - 1849-1925


Moema, de Victor Meireles - 1866 - Óleo sobre tela - 1,30 x 196,5 cm

Atenção! Disponibilizei, no Google Classroom, os seguintes livros (em PDF): Marília de Dirceu (Tomás Antônio Gonzaga), Cartas Chilenas (Tomás Antônio Gonzaga), Caramuru (Frei José de Santa Rita Durão), Uraguai (Basílio da Gama) e Romanceiro da Inconfidência (Cecília Meireles).





sábado, 21 de setembro de 2024

TÓPICOS DE REVISÃO DE REVISÃO - 2024

 


Tópicos de revisão:

01.  Comparação entre textos: charge e notícia, recursos linguísticos.

Disponível em: <https://jc.ne10.uol.com.br/charge-do-dia> Acesso em: 21 set. 2024.


Governo Lula amplia multas para incêndios ilegais em meio a seca histórica

A medida institui uma multa de R$ 10 mil por hectare ou fração de terra pelo início da queimada em floresta e outras vegetações nativas

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou um decreto nesta sexta-feira, 20, que aumenta e institui novas multas para os responsáveis por provocar incêndios florestais e em outras vegetações no País. A determinação ocorre em um momento no qual o País registra um recorde no número de queimadas, com o dobro do registrado no ano...

Fragmento de texto. Disponível em: < https://jc.ne10.uol.com.br/brasil/2024/09/21/governo-lula-amplia-multas-para-incendios-ilegais-em-meio-a-seca-historica.html> Acesso em: 21 set. 2024.



02.   Comparação entre sonetos de Gregório de Matos (Boca do Inferno). Analise os poemas que seguem, conforme apontamentos da aula presencial. 

ESTUDEM MAIS! Vejam a diferença entre: redondilha menor (pentassílabo), redondilha maior (heptassílabo) e decassílabos.

À DESPEDIDA DO MAU GOVERNO QUE FEZ O GOVERNADOR DA BAHIA

Senhor Antão de Sousa de Menezes,
Quem sobe ao alto lugar, que não merece,
Homem sobe, asno vai, burro parece,
Que o subir é desgraça muitas vezes.

A fortunilha, autora de entremezes
Transpõe em burro o herói, que indigno cresce:
Desanda a roda, e logo homem parece,
Que é discreta a fortuna em seus reveses.

Homem sei eu que foi Vossenhoria,
Quando o pisava da fortuna a roda,
Burro foi ao subir tão alto clima.

Pois vá descendo do alto onde jazia,
Verá quanto melhor se lhe acomoda
Ser homem em baixo, do que burro em cima.

 

A OUTRA FEIRA, QUE SATIRIZANDO A DELGADA FISIONOMIA DO POETA LHE CHAMOU PICA-FLOR

Se pica-flor me chamais,
Pica-flor aceito ser,
Mas resta agora saber
Se no nome, que me dais,
Meteis a flor, que guardais
No passarinho melhor!
Se me dais este favor, 
Sendo só de mim o pica,
E o mais vosso, claro fica
Que fico então pica-flor.

 

À CIDADE DA BAHIA

Triste Bahia! oh, quão dessemelhante
Estás e estou do nosso antigo estado,
Pobre te vejo a ti, tu a mim empenhado,
Rica te vi eu já, tu a mim abundante.

A ti trocou-te a máquina mercante,
Que em tua larga barra tem entrado,
A mim foi-me trocando e tem trocado
Tanto negócio e tanto negociante.

Deste em dar tanto açúcar excelente
Pelas drogas inúteis, que abelhuda
Simples aceitas do sagaz Brichote.

Oh, se quisera Deus que, de repente,
Um dia amanheceras tão sizuda
Que fora de algodão o teu capote!

 

AOS CARAMURUS DA BAHIA

Um calção de pindoba, a meia zorra
Camisa de urucu, mantéu de arara,
Em lugar de cotó arco e taquara
Penacho de guarás em vez de gorra.

Furado o beiço, e sem temor que morra
O pai, que lho envasou c’uma titara
Porém a Mãe a pedra lhe aplicara
Por reprimir-lhe o sangue que não corra.

Alarve sem razão, bruto sem fé,
Sem mais leis que a do gosto, quando erra
De Paiaiá tornou-se em abaité.

Não sei onde acabou, ou em que guerra:
Só sei que deste Adão de Massapé
Procedem os fidalgos desta terra.


03.  Sobre Os Rios Turvos, de Luzilá Gonçalves Ferreira


Deteve-se um instante, suspirou longamente, liberta. Olhou então o céu de Olinda. A transparência do ar, que recortava as coisas na paisagem, a envolveu. Os coqueiros com suas palmas e seus enormes frutos brilhantes no alto, o verde intenso das mangueiras e até a nitidez das pedras de Cantareira sob os pés, tudo lhe falava aos sentidos, cúmplices do excesso de existência que trazia em si, que sufocara diante do visitador e que continuava ali fora, intenso e belo. (FERREIRA, 1993, p. 14).

Então lhe vieram à memória os primeiros tempos do encontro deles, da vida deles, enquanto descia a rua de São Bento, e o vulto do mosteiro, com sua torre recortando o céu de Olinda, lhe tirava, por um tempo, a visão do mar. E revia os lugares que haviam sido a paisagem de suas existências, Espírito Santo, Igarassu, que tinha presenciado as metamorfoses várias pelas quais haviam passado, eles e o amor. (FERREIRA, 1993, p. 15).



Comparação com o século XVII, Bento Teixeira, Filipa Raposa, donatário de Pernambuco, Jorge Albuquerque Coelho; Prosopopeia (analise trechos citados durante a aula) etc.

Prosopopeia, trecho sobre a descrição de Recife e Pernambuco.

XVII

Pera a parte do Sul, onde a pequena

Ursa se vê de guardas rodeada,

Onde o Céu luminoso mais serena

Tem sua influição, e temperada;

Junto da Nova Lusitânia ordena

A natureza, mãe bem atentada,

Um porto tão quieto e tão seguro,

Que pera as curvas Naus serve de muro.

XVIII

É este porto tal, por estar posta

Uma cinta de pedra, inculta e viva,

Ao longo da soberba e larga costa,

Onde quebra Neptuno a fúria esquiva.

Ante a praia e pedra descomposta,

O estanhado elemento se deriva

Com tanta mansidão, que a fateixa

Basta ter à fatal Argos aneixa.

XIX

Em o meio desta obra alpestre e dura,

a boca rompeu o Mar inchado,

Que, na língua dos bárbaros escura,

Pernambuco de todos ‚ chamado.

de Para’na, que é Mar; Puca, rotura,

Feita com fúria desse Mar salgado,

Que, sem no derivar cometer míngua,

Cova do Mar se chama em nossa língua.

XX

Pera entrada da barra, à parte esquerda,

Está na lajem grande e espaçosa,

Que de Piratas fora total perda,

Se a torre tivera sumptuosa.

Mas quem por seus serviços bons não herda

Desgosta de fazer cousa lustrosa,

Que a condição do Rei que não é franco

O vassalo faz ser nas obras manco.

04.  SSA  - 2019: Capela Dourada, Teatro de Santa Isabel, Chegada dos Portugueses; poemas de Gregório.



05.  Moda barroca no século XXI – análise de texto e comparação com o estilo barroquista do século XVII

06.  Análise de imagem de escultura; O êxtase de Santa Teresa, de Bernini


Imagem: O Êxtase de Santa Teresa, de Bernini.


07.  Las meninas, de Velázquez.

Imagem: Diego da Silva Velázquez (1599-1660), Las Meninas, 1656-57. Óleo sobre tela, 3.18x2,76. Museu do Prado, Madrid.


08.  Sermão da Sexagésima, de Antônio Vieira

09.  Estilística: Faltando um pedaço, de Djavan; 

LINK AQUI => Faltando um pedaço

Exemplo: "O amor é um grande laço" => metáfora

Olê, olê (olê, olá), de Chico Buarque;

LINK AQUI =>  Olê, olê (olê...olá), de Chico Buarque

Exemplos: "Felicidade aqui pode passar e ouvir" e "Que a dor é tão velha que pode morrer" => ambos os casos, temos personificação.

 Caçador de mim, de Milton Nascimento;

LINK AQUI => Eu caçador de mim, de Milton Nascimento

Preso a canções/ Entregue a paixões/ Que nunca tiveram fim..." => Há aqui, claramente, um caso de hipérbole.

 Metade, de Adriana Calcanhotto;

LINK AQUI => Metade, de Adriana Calcanhotto

Exemplo: "Eu perco o chão/ Eu não acho palavras..." Temos um caso de hipérbole.

 Tropicália, de Caetano Veloso.

LINK AQUI => Tropicália, de Caetano Veloso

Exemplo: "Viva a mata, tá, tá/ Viva a mulata, tá, tá, tá, tá/ Viva a mata, tá, tá/ Viva a mulata, tá, tá, tá, tá" => Nesta aliteração, que se constrói em torno do /t/ que é um segmento "oclusivo alveolar desvozeado", ocorre, ao mesmo tempo, uma onomatopeia. Como citei nas aulas, Ezra Pound menciona a existência de uma melopeia, isto é,  uma melodia. Em outras palavras, uma imagem provocada pela sonoridade. Percebe-se, portanto, a imagem de uma metralhadora disparando. Tal imagem faz referência a um passado histórico de repressão militar.


10.  Sermão de Santo Antônio aos Peixes, de Antônio Vieira (leitura de Massaud Moisés).

11.  Estilística a partir do poema de Carlos Pena Filho.

Exemplo:

Carlos Pena Filho

SONETO DO DESMANTELO AZUL

Então, pintei de azul os meus sapatos
por não poder de azul pintar as ruas,
depois, vesti meus gestos insensatos
e colori as minhas mãos e as tuas,

Para extinguir em nós o azul ausente
e aprisionar no azul as coisas gratas,
enfim, nós derramamos simplesmente
azul sobre os vestidos e as gravatas.

E afogados em nós, nem nos lembramos
que no excesso que havia em nosso espaço
pudesse haver de azul também cansaço.

E perdidos de azul nos contemplamos
e vimos que entre nós nascia um sul
vertiginosamente azul. Azul.


12.  Estilística, fonética e fonologia, ponto de articulação (poemas de Cruz e Sousa, Ascenso Ferreira, canções de Chico Buarque, como: Passaredo e Morena de Angola. Além disso, estudem a canção Tropicália, de Caetano Veloso.

Exemplos de classificação de segmentos consonantais:

/p/ oclusiva bilabial desvozeada (surdo: glote aberta)

/b/ oclusiva bilabial vozeada (sonoro: glote fechada)

/t/ oclusiva alveolar desvozeada (surdo: glote aberta)

/d/ oclusiva alveolar vozeada (sonoro: glote fechada) 


13.   Contexto histórico e produção literária no Barroco brasileiro.

14.  Fonética e Fonologia, mudança linguística e ortografia. Como a fonética e a fonologia podem auxiliar no entendimento das variedades linguísticas (como a variação diatópica) e na ortografia. Estude: número de letras e número de fonemas, alofone: /d/ e /t/, dígrafo (inclusive, dígrafo vocálico, como em: vento: 5 letras e 4 fonemas); glide: ditongo decrescente - monotongação - isto é: a tendência de apagar a glide, por exemplo: peixe (pessoas em processo de alfabetização apagam a glide "i"; nas palavras touro e andou, há a monotongação da glide "u", o que interfere na ortografia). 


15.  Comparação entre textos: charge e notícia. Contexto político brasileiro atual. Semelhante ao tópico 01. 

Charge: Bicudinho, de Caco Galhardo. Folha de São Paulo. Disponível em: https://www.folha.uol.com.br/ Acesso em: 22 set. 2024.

Datena dá “cadeirada” em Pablo Marçal durante debate na TV Cultura

A direção da emissora decidiu expulsar Datena do debate, enquanto Pablo Marçal, após sentir um mal-estar. Deixou o debate

Em meio à discussão em debate na TV Cultura, o candidato à Prefeitura de São Paulo José Luiz Datena (PSDB) usou uma cadeira para agredir o também candidato Pablo Marçal (PRTB). A emissora interrompeu o debate imediatamente enquanto funcionários da equipe da televisão foram conter a briga.

A direção da emissora decidiu expulsar o tucano com o debate, enquanto Pablo Marçal, após sentir um mal-estar, deixou os estúdios da TV Cultura. Em nota, Marçal afirmou que deixou o estúdio em uma ambulância com “suspeita de fratura na região torácica e muita dificuldade para respirar”.

Os demais candidatos decidiram prosseguir com o debate, que é realizado no Teatro B32.

Na ocasião, o candidato do PRTB, que estava com a palavra, perguntou ao jornalista que horas ele, “vai parar” de concorrer nas eleições 2024. Ela ainda chamou Datena de “Dapena” e descreveu a campanha do candidato como “palhaçada”. Em resposta, Datena recriminou acusações feitas por Marçal de que o candidato do PSDB teria envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Marçal provocou novamente o tucano, dizendo que “São Paulo quer saber que horas você vai parar”. Ele continuou: “Você é um arregão. Você atravessou o debate outro dia para me dar um tapa, mas nem para isso você é homem”. Foi nesse momento que Datena acertou a cadeira em Marçal.

Disponível em: https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/politica/2024/09/datena-da-cadeirada-em-pablo-marcal-durante-debate-na-tv-cultura.html Acesso em: 22 set. 2024.



domingo, 8 de setembro de 2024

ESTILÍSTICA - VAMOS EXERCITAR COM CANÇÕES?

 



DESTAQUE AS FIGURAS DE LINGUAGEM QUE PREVALECEM NAS CANÇÕES A SEGUIR.

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FINAL FELIZ, de Jorge Versillo

LINK Final Feliz, de Jorge Versillo

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IOLANDA, de Pablo Milanes 

LINK Iolanda (original)

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OCEANO, de Djavan

LINK Oceano, de Djavan

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JOÃO E MARIA, de Chico Buarque 

LINK João e Maria de Chico Buarque


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OLÊ, OLÊ (OLÊ, OLÁ), Chico Buarque 

LINK Olê, olê (olê, olá), Chico Buarque


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CAÇADOR DE MIM, de Milton Nascimento

LINK Caçador de mim, de Milton Nascimento

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METADE, de Adriana Calcanhotto

LINK Metade, Adriana Calcanhotto


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