domingo, 30 de março de 2025

LER E COMPREENDER - VAMOS PENSAR SOBRE "BRAIN ROT"?

 



BRAIN ROT IS THE OXFORD UNIVERSITY PRESS WORD OF THE YEAR FOR 2024.

ATIVIDADE - I TRIMESTRE 

1. FAÇAM A AUDIÇÃO DO PODCAST - NATUZA NERY: BRAIN ROT: A EXAUSTÃO QUE MARCOU 2024 - O ASSUNTO #1.375 - G1.GLOBO.COM

=> PODCAST G1. GLOBO SOBRE BRAIN ROT

2. NA SEQUÊNCIA, LEIAM O TEXTO SOBRE A QUESTÃO DO "BRAIN ROT" PARA O DEBATE EM SALA E POSTERIOR PRODUÇÃO DE TEXTO.

Estudos indicam redução de massa cerebral por uso excessivo de tela

Consumo compulsivo de conteúdos de baixa qualidade está associado à redução no volume de massa cinzenta em regiões do cérebro responsável por tomada de decisões, apontam estudos.

Embora possa parecer exagero à primeira vista, o termo “cérebro podre” ou “podridão cerebral”, da expressão em inglês “Brain rot”, pode ser mais literal do que pensamos. Eleita a palavra do ano de 2024 pelo Dicionário Oxford por mais de 37 mil pessoas, o termo descreve, de acordo com a Oxford University Press, a deterioração mental causada pelo consumo excessivo de conteúdo superficial, especialmente na internet. As citações ao termo em inglês aumentaram 230% entre 2023 e 2024, refletindo uma preocupação social crescente com esse fenômeno.

Assim, o que começou como uma expressão coloquial encontrou apoio na ciência. Pesquisas citadas pelo jornal britânico The Guardian indicam que o uso excessivo de mídias sociais e o consumo compulsivo de conteúdo de baixa qualidade – como notícias sensacionalistas, teorias da conspiração e entretenimento vazio – podem literalmente encolher a massa cinzenta, diminuir a capacidade de atenção e enfraquecer a memória. Uma combinação de efeitos que faz com que o termo “podridão” não pareça exagerado.

Do e-mail à rolagem infinita

Os primeiros sinais de alarme soaram no início do século com algo que hoje nos parece inofensivo: o e-mail. Como o jornal El País noticiou recentemente, citando um artigo do Guardian de 2005, uma equipe da Universidade de Londres, após 80 testes clínicos, descobriu que o uso diário de e-mail e telefone celular causava uma queda média de dez pontos no QI dos participantes, um impacto que eles descreveram com mais prejudicial do que o uso de maconha.

Imagine então o que aconteceu agora com a constante enxurrada de tweets, stories, reels, notificações, pushes e fluxos intermináveis de conteúdo.

Os aplicativos modernos são projetados especialmente para nos manter viciados, aproveitando o que Michoel Moshel, pesquisador da Universidade Macquarie, descreveu ao El País como “a tendência natural do nosso cérebro de buscar novidades, especialmente quando se trata de informações potencialmente prejudiciais ou alarmantes, uma característica que já nos ajudou a sobreviver”.

Mudanças cerebrais preocupantes

Em geral, o quadro atualmente. Uma meta-análise de 27 estudos de neuroimagem revelou que o uso excessivo de internet está associado a uma redução do volume de massa cinzenta em regiões críticas do cérebro responsáveis pelo processamento de recompensas, controle e impulsos e tomada de decisões. De acordo com Moshel, essas alterações são semelhantes às observadas em casos de dependência de substâncias como metanfetaminas (droga psicoativa) e álcool.

Além do ambiente clínico, o “uso desordenado de tela” tem sido estudado em ambientes educacionais. Uma meta-análise citada em um artigo do The Conversation, do qual Moshel é um dos autores, lista 34 estudos que vinculam o uso compulsivo a um desempenho cognitivo significativamente inferior, especialmente no que diz respeito à atenção sustentada e controle de impulsos. O problema afeta adultos que passam muitas horas na frente de celulares e computadores.

Ainda assim, o problema é particularmente grave entre os jovens. De acordo com dados de 2021 na ONG americana Common Sense Media citados no The Conversation, pré-adolescentes passam 5 horas e 33 minutos por dia em frente às telas, enquanto esse tempo é de 8 horas e 39 minutos para adolescentes.

Na Austrália, por exemplo, uma pesquisa realiza em 2020 pelo Instituto Gonski da UNSW revelou que 84% dos educadores consideram tecnologias digitais uma distração na sala de aula. De acordo com uma pesquisa da organização australiana especializada em saúde mental Beyond Blue, citada pela emissora americana ABC, o tempo excessivo de tela está entre os principais desafios para os jovens, perdendo apenas para problemas de saúde mental.

Círculo vicioso da era digital

Eduardo Fernández Jeménez, psicólogo clínico do Hospital La Paz, em Madrid, explicou ao El País que o cérebro ativa diferentes redes neurais para gerenciar diferentes tipos de atenção. O bombardeio constante de estímulos variáveis afeta particularmente nossa capacidade de atenção sustentada, que é fundamental para o aprendizado acadêmico.

O problema é agravado por um círculo vicioso difícil de romper: de acordo com um estudo publicado na revista Nature, pessoas com saúde mental debilitada têm maior probabilidade de consumir conteúdo de baixa qualidade, o que, por sua vez, piora seus sintomas. E quanto mais tempo se passa em frente à tela, mais difícil é reconhecer e limitar e limitar o problema.

Existe uma solução

Especialistas recomendam uma abordagem em duas frentes: qualidade e quantidade. É fundamental estabelecer limites claros para o tempo de tela e fazer um esforço consciente para se desligar. Atividades que exigem presença física, como esportes ou reuniões com amigos, são essenciais para neutralizar os efeitos negativos do uso prolongado da tela, recomendou o psicólogo Carlos Losada em dezembro ao El País.

Também é importante dar prioridade a conteúdos educativos que evitem características viciantes e estabelecer intervalos regulares.  Porque, como sugere a pesquisa, o “cérebro podre” pode ser mais do que uma metáfora, mas um processo real de deterioração cognitiva causada por nossos hábitos digitais.

Com as empresas de tecnologia projetando algoritmos para maximizar nosso tempo de tela e um público cada vez mais digitalizado, o desafio vai além do indivíduo. É preciso políticas que incentivem a transparência e a educação digital crítica.

A ironia é que essa “podridão cerebral” pode estar alterando a forma como percebemos e respondemos ao mundo justamente quando mais precisamos de nossas capacidades cognitivas. Talvez seja hora de lembrar que existe um mundo além da tela, um mundo que nossos cérebros foram realmente projetados para explorar.

Disponível em: https://g1.globo.com/saude/noticia/2025/01/25/estudos-indicam-reducao-de-massa-cerebral-por-uso-excessivo-de-tela.ghtml Acesso em 30 abr. 2025.

sexta-feira, 7 de março de 2025

VAMOS EXERCITAR - QUESTÕES SOBRE O ROMANTISMO - 2025- I TRIMESTRE

 



ROMANTISMO (PARTE 1)

01. Assinale a alternativa que rotula adequadamente o tratamento dado ao elemento indígena, nos romances O Guarani, de José de Alencar, e Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, respectivamente:

a) Nacionalismo exaltado, nacionalismo caricatural.

b) Idolatria nacionalista, derrotismo nacional.

c) Aversão ao colonizador, aversão ao progresso.

d) Aversão ao colonizador, derrotismo nacional.

e) Nacionalismo exaltado, aversão ao progresso.

COMENTÁRIO👀

É importante ressaltar que esta questão envolve duas obras de períodos e estilos literários distintos, isto é, a primeira obra O Guarani, de José de Alencar, pertence ao Romantismo, ao passo que, o livro Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, está inscrita no Pré-Modernismo (1902-1922). Neste sentido, como se pode registrar LOGO ABAIXO, na prova do SSA 2-UPE (Processo de Ingresso 2025), encontramos a relação entre épocas diferentes, que envolveu o texto do Jornal da USP,  um texto publicado em ambiente digital (Cercos e resistências) na interface com um excerto do poema I-JUCA PIRAMA, de Gonçalves dias, da Primeira Geração do Romantismo. 

VEJA COMO A UPE ABORDA O ROMANTISMO NA QUESTÃO A SEGUIR:




Resposta: letra E (Refere-se, portanto, a um presente e futuro ainda incertos para os indígenas).


02. Oh! ter vinte anos sem gozar de leve

A ventura de uma alma de donzela!

E sem na vida ter sentido nunca

Na suave atração de um róseo corpo

Meus olhos turvos se fechar de gozo!

Oh! nos meus sonhos, pelas noites minhas

Passam tantas visões sobre meu peito!

Palor de febre meu semblante cobre,

Bate meu coração com tanto fogo!

Um doce nome os lábios meus suspiram,

Um nome de mulher... e vejo lânguida

No véu suave de amorosas sombras

Seminua, abatida, a mão no seio,

Perfumada visão romper a nuvem,

Sentar-se junto a mim, nas minhas pálpebras

O alento fresco e leve como a vida

Passar delicioso... Que delírios!

Acordo palpitante... inda a procuro;

Embalde a chamo, embalde as minhas lágrimas

Banham meus olhos, e suspiro e gemo...

Imploro uma ilusão... tudo é silêncio!

Só o leito deserto, a sala muda!

Amorosa visão, mulher dos sonhos,

Eu sou tão infeliz, eu sofro tanto!

Nunca virás iluminar meu peito

Com um raio de luz desses teus olhos?

Os versos acima integram a obra Lira dos Vinte Anos, de Álvares de Azevedo. Da leitura deles podemos depreender que o poema

a) ilustra a dificuldade de conciliar a ideia de amor com a de posse física.

b) manifesta o desejo de amar e a realização amorosa se dá concretamente em imagens de sonho.

c) concilia sonho e realidade e ambos se alimentam da presença sensual da mulher amada.

d) espiritualiza a mulher e a apresenta em recatado pudor sob “véu suave de amorosas sombras”.

e) revela sentimento de frustração provocado pelo medo de amar e pela recusa doentia e deliberada à entrega amorosa.

03. Das alternativas abaixo, indique a que CONTRARIA as características mais significativas do romance Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida.

a) Romance de costumes que descreve a vida da coletividade urbana do Rio de Janeiro, na época de D. João VI.

b) Narrativa de malandragem, já que Leonardo, personagem principal, encarna o tipo do malandro amoral que vive o presente, sem qualquer preocupação com o futuro.

c) Livro que se liga aos romances de aventura, marcado por intenção crítica contra a hipocrisia, a venalidade, a injustiça e a corrupção social.

d) Obra considerada de transição para um novo estilo de época, ou seja, o Realismo/Naturalismo.

e) Romance histórico que pretende narrar fatos de tonalidade heroica da vida brasileira, como os vividos pelo Major Vidigal, ambientados no tempo do rei.

04. Assim, o amor se transformava tão completamente nessas organizações*, que apresentava três sentimentos bem distintos: um era uma loucura, o outro uma paixão, o último uma religião.

..................desejava; ..................amava; ...................adorava.

(*organizações = personalidades)

(José de Alencar, O Guarani)

Neste excerto de O Guarani, o narrador caracteriza os diferentes tipos de amor que três personagens masculinas do romance sentem por Ceci. Mantida a sequência, os trechos pontilhados serão preenchidos corretamente com os nomes de

a) Álvaro/Peri/D. Diogo.

b) Loredano/Álvaro/Peri.

c) Loredano/Peri/D. Diogo.

d) Álvaro/D. Diogo/Peri.

e) Loredano/D. Diogo/Peri.

05. I -“.......... o recebia cordialmente e o tratava como amigo; seu caráter nobre simpatizava com aquela natureza inculta.”

II - “Em .........., o índio fizera a mesma impressão que lhe causava sempre a presença de um homem daquela cor; lembrara-se de sua mãe infeliz, da raça de que provinha.”

III - “Quanto a .........., via em Peri um cão fiel que tinha um momento prestado um serviço à família, e a quem se pagava com um naco de pão.”

Nestes excertos, registram-se as reações de três personagens de O Guarani à presença de Peri, quando este começa a frequentar a casa de D. Antônio de Mariz. Apenas seus nomes foram omitidos.

Mantida a ordem da sequência, essas três personagens são

a) D. Antônio; Cecília; Isabel.

b) Álvaro; Isabel; Cecília.

c) D. Antônio; Isabel; D. Lauriana.

d) D. Diogo; Cecília; D. Lauriana.

e) D. Diogo; Isabel; Cecília.

06. A questão central, proposta no romance Senhora, de José de Alencar, é a do casamento. Considerando a obra como um todo, indique a alternativa que não condiz com o enredo do romance.

a) O casamento é apresentado como uma transação comercial e, por isso, o romance estrutura-se em quatro partes: preço, quitação, posse, resgate.

b) Aurélia Camargo, preterida por Fernando Seixas, compra-o e ele, contumaz caça-dote, sujeita-se ao constrangimento de uma união por interesse.

c) O casamento é só de fachada e a união não se consuma, visto que resulta de acordo no qual as aparências sociais devem ser mantidas.

d) A narrativa marca-se pelo choque entre o mundo do amor idealizado e o mundo da experiência degradante governado pelo dinheiro.

e) O romance gira em torno de intrigas amorosas, de desigualdade econômica, mas, com final feliz, porque, nele, o amor tudo vence.

07. Fragmento I

Pálida à luz da lâmpada sombria,

Sobre o leito de flores reclinada,

Como a lua por noite embalsamada,

Entre as nuvens do amor ela dormia!

Era a virgem do mar na escuma fria

Pela maré das águas embalada!

Era um anjo entre nuvens d’alvorada

Que em sonhos se banhava e se esquecia!

Fragmento II

É ela! é ela! - murmurei tremendo,

E o eco ao longe murmurou - é ela!

Eu a vi - minha fada aérea e pura -

A minha lavadeira na janela!

(…)

Esta noite eu ousei mais atrevido

Nas telhas que estalavam nos meus passos

Ir espiar seu venturoso sono,

Vê-la mais bela de Morfeu nos braços!

Como dormia! que profundo sono!…

Tinha na mão o ferro do engomado…

Como roncava maviosa e pura!…

Quase caí na rua desmaiado!

(…)

É ela! é ela! - repeti tremendo;

Mas cantou nesse instante uma coruja…

Abri cioso a página secreta…

Oh! meu Deus! era um rol de roupa suja!

Os fragmentos acima são de Álvares de Azevedo e desenvolvem o tema da mulher e do amor. Caracterizam duas faces diferentes da obra do poeta. Comparando os dois fragmentos, podemos afirmar que,

a) no primeiro, manifesta-se o desejo de amar e a realização amorosa se dá plenamente entre os amantes.

b) no segundo, apesar de haver um tom de humor e sátira, não se caracteriza o rebaixamento do tema amoroso.

c) no primeiro, o poeta figura a mulher adormecida e a toma como objeto de amor jamais realizado.

d) no segundo, o poeta expressa as condições mais rasteiras de seu cotidiano, porém, atribui à mulher traços de idealização iguais aos do primeiro fragmento.

e) no segundo, ao substituir a musa virginal pela lavadeira entretida com o rol de roupa suja, o poeta confere ao tema amoroso tratamento idêntico ao verificado no primeiro fragmento.

08. O romance é um gênero literário que veio a se desenvolver no século ....., retratando sobretudo .....; era muito comum publicar-se em partes, nos jornais, na forma de ..... .

Preenchem corretamente as lacunas do texto acima, pela ordem:

a) XVII - a alta aristocracia - conto.

b) XVIII - o mundo burguês - folhetim.

c) XVIII - o mundo burguês - crônica.

d) XIX - o mundo burguês - folhetim.

e) XIX - a alta aristocracia - crônica.

09. Assinale a alternativa cujos termos preenchem corretamente as lacunas do texto inicial.

Foi característica das preocupações ........... do poeta .......... tomar como protagonista de seus poemas a figura do ............, afirmando em seu caráter heroico, em sua bravura, em sua honra - qualidades que a rigor o identificavam com o mais digno dos cavaleiros medievais.

a) nacionalistas - Gonçalves Dias - índio brasileiro.

b) mitificadoras - Álvares de Azevedo - sertanejo solitário.

c) cosmopolitas - Castro Alves - operário nordestino.

d) ufanistas - Monteiro Lobato - caipira paulista.

e) regionalistas - João Cabral de Melo Neto - trabalhador rural.

10. Preencha corretamente as lacunas do trecho apresentado que segue:

 

Vista de forma panorâmica, a poesia romântica brasileira é muito rica em temas e em tons: estão nela a bravura do silvícola cantada por ............., a timidez amorosa e idealizante da lira de ........., a pujança oratória dos versos...............de Castro Alves.

  

a) Casimiro de Abreu - Olavo Bilac - líricos.

b) Fagundes Varela - Gonçalves Dias - anti-abolicionistas.

c) Gonçalves Dias - Álvares de Azevedo - condoreiros.

d) Álvares de Azevedo - Fagundes Varela - satíricos.

e) Olavo Bilac - Casimiro de Abreu - libertários.


SUCESSO!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

ROMANTISMO - POESIA - INTERTEXTUALIDADE - 2o ANO - ENSINO MÉDIO - 2025

 


ROMANTISMO (POESIA)

PARA REFLETIR, VAMOS COMEÇAR COM A CANÇÃO QUE SEGUE:

Link => LONDON, LONDON, DE CAETANO VELOSO (PAULO RICARDO -RPM)

...

kennst du das Land, wo die Citronen blühen,

Im dunkeln die Gold-Orangen glühen,

Kennst du es wohl? — Dahin, dahin!

Möcht ich… ziehn.

Goethe

...

TRADUÇÃO

[Conheces o país onde florescem as laranjeiras?

Ardem na escura fronde os frutos de ouro…

Conhecê-lo? Para lá, para lá quisera eu ir!]

Goethe


Link => CANÇÃO DO EXÍLIO, DE GONÇALVES DIAS


VAMOS PESQUISAR!


Paráfrases:

Nova canção do exílio, de Carlos Drummond de Andrade

Canção do Exílio, de Murilo Mendes

Canto de regresso à pátria, de Oswald de Andrade

Uma canção, de Mário Quintana

Nova canção do exílio, de Ferreira Gullar

Terras das palmeiras, de Taiguara

Sabiá, de Chico Buarque


FAÇAM A AUDIÇÃO DOS POEMAS ABAIXO!

Link 1: MEUS OITO ANOS, DE CASIMIRO DE ABREU

Link 2: INTERTEXTUALIDADE COM UM POETA DO MODERNISMO - COTOVIA, DE MANUEL BANDEIRA

Link 3: SE EU MORRESSE AMANHÃ, DE ÁLVARES DE AZEVEDO

Link 4: NAVIO NEGREIRO, DE CASTRO ALVES


ROMANTISMO - PROSA - 2o ANO - ENSINO MÉDIO - 2025

 


ROMANTISMO (PROSA)

🙋LEIA MAIS!

Para que você aprofunde mais os seus conhecimentos sobre o Romantismo no Brasil, leia os livros (em PDF), a seguir:👀

Link 1: O GUARANI, DE JOSÉ DE ALENCAR

Link 2: UBIRAJARA, DE JOSÉ DE ALENCAR

Link 3:IRACEMA, DE JOSÉ DE ALENCAR

Link 4: SENHORA, DE JOSÉ DE ALENCAR

Link 5: CINCO MINUTOS, DE JOSÉ DE ALENCAR

Link 6: A VIUVINHA, DE JOSÉ DE ALENCAR


Link 7: A MORENINHA, DE JOAQUIM MANUEL DE MACEDO

Link 8: MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS, DE MANUEL ANTÔNIO DE ALMEIDA

Link 9: A ESCRAVA ISAURA, DE BERNARDO DE GUIMARÃES

Link 10: INOCÊNCIA, DE VISCONDE DE TAUNAY

Link 11: ÚRSULA, DE MARIA FIRMINA DOS REIS

SUCESSO!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

LER E COMPREENDER - ENSINO MÉDIO - 05-02-2025

LER E COMPREENDER 

Prof.  Leonardo Ferreira

ATIVIDADE 1 

Leia o texto a seguir como base para o nosso primeiro debate-regrado. Para isso, faça algumas anotações no caderno.

MEC orienta escolas sobre a proibição de celulares; veja os detalhes

Lei estabelece regras para a utilização de smartphones na educação básica. Aparelhos só serão permitidos em atividades pedagógicas ou em casos excepcionais, como os de alunos com deficiência que necessitam de tecnologia assertiva

 

O Ministério da Educação (MEC) realizou, na manhã desta sexta-feira (31), um evento virtual para orientar as escolas na proibição de uso de celulares durante aulas e intervalos. Esse veto aos aparelhos foi formalizado em 15 de janeiro, após o presidente Lula sancionar uma lei que se estende a toda educação básica, pública e particular (ou seja, educação infantil, ensino fundamental e ensino médio).

A pasta anunciou também que duas novas medidas devem ser tomadas em fevereiro:

Um decreto presidencial que esclarecerá pontos específicos da lei;

Uma resolução com diretrizes operacionais a ser emitida pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).

“A gente quer otimizar o uso, potencializar os benefícios e mitigar os efeitos nocivos [da tecnologia]” afirma Kátia Schweickardt, secretária da Educação Básica do MEC.

Aléssio Costa Lima, presidente da Undime, que une as secretarias municipais de ensino, reforçou a importância desses direcionamentos mais específicos. “Essa lei precisa constar nos regimentos escolares. Como vai ser a materialização dela no dia a dia? Isso precisa ser detalhado”, diz.

Veja as principais recomendações da pasta, transmitidas tanto no evento quanto em guias disponibilizados publicamente para as redes:

- As escolas devem reforçar que a medida foi tomada para proteger os alunos. “Vai haver resistência, como também houve quando cintos de segurança passaram a ser obrigatórios”, Diz Anita Stefani, diretora de Apoio à Gestão Educacional do MEC.

- As exceções devem ser respeitadas. Uso de celular é permitido em situações relacionadas:

A fins pedagógicos ou didáticos, conforme orientação do professor em atividades planejadas;

À inclusão e à acessibilidade de estudantes com deficiência;

Ao atendimento a condições de saúde e garantia de direitos fundamentais.

“A lei não tira a tecnologia da educação. É sobre como utilizar  os dispositivos de forma intencional. Os professores precisam saber usá-los a seu favor” afirma Stefani.

- O local onde os celulares ficarão guardados será uma decisão de cada escola. O MEC não estipulará se os aparelhos devem permanecer na mochila do aluno ou em uma caixa controlada pelo professor. “não há uma imposição única. Colocamos algumas possibilidades no material de referência para as escolas”, afirma Stefani.

O guia diz que o ideal é que os alunos sequer levem os celulares para a aula. Mas, como é uma medida por vez inviável, é preciso “indicar um lugar seguro para que [os smartphones] fiquem retidos”.

- As secretarias de educação deverão desenvolver ações de apoio à saúde mental dos alunos. Nas escolas, a recomendação é que haja um processo de escuta e acolhimento.

Washington Bandeira, secretário da Educação do Piauí e membro do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), destacou a importância de os professores lidarem com a “abstinência” que crianças e jovens podem enfrentar quando forem privados de usar a tecnologia. O g1 noticiou casos de bebês que, em escolas que já proibiram o celular, sequer aceitavam comer sem ver um vídeo ao mesmo tempo.

- As restrições ao uso dos celulares deve se manter inclusive no “tempo livre”. “Precisa reservar o recreio e os intervalos para favorecer a necessidade social do convívio”, diz Lima. Ele ressaltou a importância de as crianças poderem brincar longe das telas.

- As práticas adotadas devem ser revistas periodicamente para ajustes e melhorias.

Entre a última segunda-feira (27) e a 1ª semana de fevereiro, a maior parte dos colégios públicos e dos particulares no Brasil inicia o ano letivo de 2025. No caso das instituições que ainda permitiam o uso do celular em sala de aula, é o início de uma “nova era”.

Em que momentos os celulares não poderão ser usados?

De acordo com a lei, o uso de celulares será proibido durante as aulas, recreios, intervalos e atividades extracurriculares.

Em algumas escolas e redes de ensino, por decisões locais, essa limitação já estava valendo em 2024. 

Existem exceções? Sim. Como dito no início da reportagem, a nova lei até permite que estudantes portem celulares nas escolas, desde que o uso fique restrito a situações excepcionais, como emergências e necessidades de saúde. Em atividades guiadas pelo professor, o uso também é liberado.

Qual é a justificativa para a lei? O MEC ressalta os principais problemas nas salas de aula na proibição dos celulares: distração de alunos; falta de interação social; problemas de saúde mental; impacto negativo no aprendizado.

O relator do projeto no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), destacou estudos do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), que indicam os impactos negativos do uso excessivo de smartphones. Segundo o relatório de 2022, alunos que passaram mais de cinco horas diárias conectados obtiveram, em média, 49 pontos a menos em matemática do que aqueles que utilizaram os dispositivos por até uma hora.

No Brasil, 80% dos estudantes relataram distrações, durante as aulas, bem acima da média de outros países, como Japão (18%) e Coréia do Sul (32%). Além disso, Vieira apontou que o consumo excessivo de redes sociais está associado a transtornos de ansiedade, depressão e outros problemas de saúde mental entre jovens.

Quando a medida começa a valer? Após a sanção de Lula, o projeto precisará ser regulado. Isso significa que regras para a aplicação da norma deverão ser estipuladas.

O ministro da Educação, Camilo Santana, informou que as orientações para aplicação serão traçadas ainda em janeiro. Um prazo será definido para adaptação das redes de ensino.

Como será feita a fiscalização? Onde os celulares ficarão guardados? O ministro Camilo Santana explicou que detalhes operacionais, como o local de armazenamento dos celulares (mochilas, caixas ou áreas específicas) dependerão da estrutura e da decisão de cada escola.

As consequências para os alunos que não seguirem a regra também deverão ser definidas pelas próprias instituições de ensino.

Santana destacou que a ideia principal é permitir o uso apenas para fins pedagógicos, evitando o uso individual fora das disciplinas escolares.

Disponível em: <https://g1.globo.com/educacao/noticia/2025/01/31/proibicao-de-celulares-durante-aulas-e-intervalos-orientacoes-mec.ghtml> Acesso em: 05 fev. 2025.

 ATIVIDADE 2 

Para responder as questões a seguir, faça a audição do Podcast (link abaixo) e leia o texto da lei 15.100/2025 (link abaixo).


AUDIÇÃO DE PODCAST

ASSUNTO# 1.393 - G1: PODCAST. Natuza Nery: Lei que proíbe. Escolas sem celulares: crise de abstinência e adaptação. data Podcast disponível em: Acesso em: 05 fev. 2025.

ACESSE AQUI =>  PODCAST

LEI QUE PROÍBE USO DE CELULARES NA ESCOLA

LEIA AQUI =>  LEI 15.100/2025

Exemplo: leia a resposta das questões 1 e 9.

1.      O que é abstinência? Exemplo de resposta: Segundo o dicionário da Academia Brasileira de Letras (ABL), significa: “privação de algo, especialmente, prazeres...”. No aulete, o termo significa: "ação de se privar de algo, ou seja, de se abster". Rádio Câmara, Nomofobia: o vício  ao celular: o que saber e como evitar. Disponível em: <https://www.camara.leg.br/radio/programas/977152-nomofobia-o-vicio-ao-celular-o-que-saber-e-como-evitar/#:~:text=Leihge%20Roselle%20nos%20explica%20o,e%20principalmente%20nas%20rela%C3%A7%C3%B5es%20sociais.%E2%80%9D>Acesso em: 5 fev. 2025.

2.      Quais são os demais aparelhos, similares ao celular, citados na reportagem?

3.      Tendo em vista o conteúdo da reportagem,  existe alguma condição para o uso do celular?

4.      Que consequências imediatas são apontadas pela reportagem, quando os celulares são retirados dos estudantes?

5.      Quais os benefícios da lei para o crescimento psicossocial dos estudantes?

6.  Segundo o conteúdo do Podcast, existiria alguma relação entre atenção em sala de aula e uso de dispositivos celulares e similares?

7.      O que mais impactou a pesquisadora Luiza Tenente? Comente. 

8.      Quais são os argumentos favoráveis ao afastamento dos celulares (e similares) das salas de aula?

9.      O que diz a lei no 15.100/2025? Exemplo de resposta: A lei busca equilibrar o uso de tecnologias digitais na educação básica Legislação foi sancionada nesta segunda-feira 13 de janeiro, pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.

10.  Comente a declaração do Ministro da Educação, Camilo Santana: “o objetivo da lei não é proibir o uso de celulares, mas proteger nossas crianças e adolescentes por meio da restrição a esses aparelhos”.

11.  Explique a relação entre o uso do celular para fins pedagógicos e o uso desses dispositivos móveis para atividades recreativas.

12.   Você é favorável à lei 15.100/2005? Explique.

13.  Os pais têm controle sobre os dispositivos móveis dos filhos? Explique?

14.  É possível conciliar o uso do celular com os estudos? Explique.

15.  De que forma a escola que você estuda tem tratado o assunto da lei 15.100/2025? Você concorda? Explique.


SUCESSO!

sábado, 30 de novembro de 2024

AVALIAÇÃO IV UNIDADE - LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA - 2024



 TÓPICOS DE REVISÃO 

LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA 

Tópicos de Revisão:

01.   Léxico: estrangeirismo (meio digital, japonês: emoji, karaokê, sushi, sashimi, jiu-jitsu, sensei etc.), a palavra latina status (que funciona nos meios digitais), compreensão de texto, Tik Tok (estrangeirismo formado a partir de onomatopeia);


02.   Verbo (flexões no plano verbal), conjunção concessiva, comparação, modalização (deôntico: permissão, obrigação e proibição. Exemplo: Você deve estudar para a avaliação de português) e epistêmico: probabilidade. Exemplo: Os estudantes podem estar estudando agora);




03.   Sequência descritiva, hipérbole, gênero discursivo de domínio ficcional, poema (estudar o processo de formação de palavras);


04.   Poema: eu lírico, pronome oblíquo (apenas reconhecimento), ideia central e neologismo.


05.   Romanceiro da Inconfidência – Cecília Meireles (uma crítica à escravização), comparar com as obras de Tomás Antônio Gonzaga Marília de Dirceu e Cartas Chilenas, estude os pseudônimos: Dirceu, Doroteu, Critilo, Fanfarrão Minésio, Glauceste Satúrnio;


06.   Artes plástica: tela Nicolas Lancret, comparação com os livros Uraguai e Caramuru, estilo Rococó (apenas reconhecimento das características), bucolismo, pastoralismo, carpe diem e locus amoenus;

Nicolas Lancret







07.   Análise de anúncio: multimodalidade, estrangeirismo, horizontal: ideal e real;


Disponível em: https://www.promoo.com.br/black-friday-magazine-luiza/ Acesso em: 30 nov. 2024.

1. Observe os estrangeirismos utilizados no anúncio, como: Black, Friday e Magazine.
2. A personagem representada (avatar da empresa) recebeu o nome de Magalu. Como pode ser visto, essa palavra é composta por aglutinação. Ao mesmo tempo, há abreviação de Maga (Magazine) e Lu (Luiza). 



08.   Caramuru (Moema) e Uraguai (Lindoia). Veja detalhes no tópico 15.


09.   Citações: Laurentino Gomes e Darcy Ribeiro. Leiam os fragmento, a seguir, e façam uma relação com o contexto histórico do Arcadismo. 

“Em meados do século XVIII, a vida útil de um escravo em Minas Gerais não ia além dos doze anos. [...] Na garimpagem... o escravo passava, em média, doze horas por dia com o corpo encharcado e mergulhado até a cintura nos riachos de água gelada...” GOMES. Laurentino. Escravidão: da corrida do ouro em Minas até a chegada de D. João ao Brasil. Rio de Janeiro, 2021, p. 297.

“A empresa escravista, fundada na apropriação de seres humanos através da violência mais crua e da coerção permanente, exercida através dos castigos mais atrozes, atua como uma mó desumanizadora...”  RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Global, 2015, p. 89.


10.   Charge: compreensão, multimodalidade, intertextualidade, humor.

Disponível em: <https://www.folha.uol.com.br/> Acesso em: 30 nov. 2024.



11.   Texto (comparação entre textos): estude a etimologia e o processo de formação das palavras:  “nomofobia”, autoestima, autoeficácia, empobrecimento e isolamento.


12.   Compreensão de texto da esfera jornalística;

Veja o exemplo, a seguir:

Confusão com ‘pistolas de bolas de gel’ termina com 18 pessoas detidas e um ferido em SP

Segundo a PM, um grupo realizou diversos disparos contra um estabelecimento comercial no Jardim São Luís, Zona Sul, e uma pessoa acabou sendo atingida no olho

 

 Uma confusão causada pelo uso de armas de brinquedo que disparam bolas de gel resultou com 18  pessoas detidas, entre elas seis adolescentes, e um homem ferido nos olhos no Jardim São Luís, Zona Sul de São Paulo, nesta terça-feira (10).

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, policiais militares foram acionados para dispensar uma briga no bairro. Assim que notaram a viatura, diversas pessoas que estavam com as chamadas “pistolas de bola de gel” tentaram fugir, mas foram contidas.

 

No local, as equipes souberam que o grupo estava efetuando disparos contra um estabelecimento comercial em que estava uma pessoa, que acabou sendo atingida nos olhos. O estado de saúde dela não foi divulgado.

Todos os envolvidos foram encaminhados à delegacia, entre eles os menores de idade, que precisaram ser acompanhados pelos pais.

Disponível em: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2024/09/11/confusao-com-pistolas-de-bolas-de-gel-termina-com-18-pessoas-detidas-e-um-ferido-na-zona-sul-de-sp.ghtml Acesso em: 30 nov. 2024.


13.   Compreensão de texto da esfera jornalística;


14.   Análise de manchete e de lide: ideia central, pressupostos e implícito.


15.   Segunda fase do Arcadismo: prenúncio do Romantismo: Uraguai (o título do livro é uma variante da palavra Uruguai): leia sobre a morte de Lindoia e Caramuru: leia sobre a morte de Moema. Nas aulas, destaquei a relação intersemiótica entre as telas e os seguintes livros: Uraguai e Caramuru, respectivamente. 

A morte de Lindoia, de José Maria de Medeiros - 1849-1925


Moema, de Victor Meireles - 1866 - Óleo sobre tela - 1,30 x 196,5 cm

Atenção! Disponibilizei, no Google Classroom, os seguintes livros (em PDF): Marília de Dirceu (Tomás Antônio Gonzaga), Cartas Chilenas (Tomás Antônio Gonzaga), Caramuru (Frei José de Santa Rita Durão), Uraguai (Basílio da Gama) e Romanceiro da Inconfidência (Cecília Meireles).