AUTOMEDICAÇÃO
Como enfrentar e superar a realidade da automedicação no Brasil?
INSTRUÇÕES PARA A
REDAÇÃO
1.
O
rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2.
O
texto definitivo deve ser escrito à tinta preta, na folha própria, em até 30
(trinta) linhas.
3.
A
redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de
Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para a contagem de
linhas.
4.
Receberá
nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:
4.1. Tiver até 7
(sete) linhas escritas, sendo considerada “texto insuficiente”;
4.2.Fugir ao tema ou
não atender ao tipo dissertativo-argumentativo;
4.3.Apresentar parte
do texto deliberadamente desconectado do tema proposto;
4.4.Apresentar nome,
assinatura, rubrica ou outras formas de identificação no espaço destinado ao
texto.
TEXTO 1
Automedicação é um hábito comum de 90% dos
brasileiros
Uso frequente de medicamentos sem prescrição traz riscos e pode
favorecer resistência bacteriana e complicações futuras
Uma pesquisa do Instituto
de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ) revela que nove entre dez brasileiros
tomam medicamentos sem prescrição. Segundo a pesquisa de 2024, a automedicação
é mais comum para sintomas como dores de cabeça, gripes, resfriados, febres e
dores musculares. Para esses casos mais corriqueiros, em que os problemas de
saúde tendem a se resolver sozinhos e a automedicação é feita com medicamentos
de venda livre como analgésicos e antitérmicos, ela pode ser adequada desde que
se siga as orientações de bula. Para além disso, a prática possui diversas
contraindicações por conta de seu risco à saúde, incluindo o aumento de
resistência bacteriana e surgimento de infecções mais difíceis de serem
tratadas.
Disponível em: https://jornal.usp.br/campus-ribeirao-preto/automedicacao-e-um-habito-comum-de-90-dos-brasileiros/ Acesso em: 01 jun. 2026.
TEXTO 2
Anvisa emite alerta para risco de pancreatite aguda associada
ao uso indevido de canetas emagrecedoras
Reação adversa é prevista em bula, mas uso fora das indicações
aumenta a probabilidade desse evento
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta de farmacovigilância para ressaltar os riscos
do uso indevido de medicamentos agonistas do receptor GLP‑1 — classe que
inclui a dulaglutida, a liraglutida, a semaglutida
e a tirzepatida. Embora o risco já conste nas bulas aprovadas no
Brasil, as notificações têm aumentado no cenário internacional e nacional, o
que exige reforço das orientações de segurança.
Conhecidos popularmente como
“canetas emagrecedoras”, esses medicamentos devem ser utilizados
exclusivamente conforme as indicações aprovadas em bula e sob prescrição e
acompanhamento de profissional habilitado.
O devido monitoramento médico é
motivado justamente pelo risco de eventos adversos graves, como
pancreatite aguda, que podem incluir formas necrotizantes e
fatais. Apesar do alerta, não houve mudança na relação de risco e eficácia
dessas substâncias. Ou seja, os benefícios terapêuticos ainda superam os
efeitos adversos, de
acordo com as indicações e modos de uso aprovados e constantes da bula.
Recentemente a autoridade
reguladora do Reino Unido (MHRA) informou que registrou, entre 2007 e
outubro de 2025, 1.296 notificações de pancreatite relacionadas
aos usuários desses medicamentos, incluindo 19 óbitos. No
Brasil, de 2020 até 7 de dezembro de 2025, houve o registro de 145
notificações de suspeitas de eventos adversos e seis suspeitas de casos com
desfecho de óbito.
TEXTO
3
TEXTO
4
O Globo. Disponível em: https://oglobo.globo.com/economia/negocios/noticia/2026/03/29/receita-acha-canetas-emagrecedoras-ate-em-bichinhos-de-pelucia-e-apreensoes-disparam.ghtml
Acesso em: 01 jun. 2026.
TEXTO
5
PROPOSTA
DE REDAÇÃO
A partir da leitura dos textos motivadores e com base
nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto
dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa
sobre o tema “Como enfrentar e superar a
realidade da automedicação no Brasil?”, apresentando proposta de
intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione,
de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de
vista.




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