terça-feira, 22 de agosto de 2023

PRODUÇÃO DE TEXTO - 3o ANO - ENSINO MÉDIO - 2023

 


Disponível em https://brasilescola.uol.com.br/geografia/el-nino.htm Acesso em 22 de ago. de 2023.

Conforme frisei na aula de hoje, penso que é muito útil estudar questões pertinentes ao desenvolvimento sustentável e ao crescimento econômico. Assim sendo, de forma bastante crítica, ressalto em tom irônico a seguinte temática: 

“El niño” ou “el hombre”: ação humana e mudanças climáticas.

Como conciliar desenvolvimento econômico, equidade social e cuidado com o meio ambiente?


Na sequência, leia a manchete da Folha de São Paulo:

Cientistas declaram início do El Niño, que pode causar calor recorde em 2024

Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2023/06/cientistas-declaram-inicio-do-el-nino-que-pode-causar-calor-recorde-em-2024.shtml Acesso em: 22 de ago. de 2023.

Quero ressaltar que as questões que envolvem mudanças climáticas e desenvolvimento econômico podem ser bastante exploradas no ENEM e no SSA-UPE. Por isso mesmo, alerto não só para a produção de texto, mas também para as questões de compreensão de texto.

segunda-feira, 21 de agosto de 2023

PRODUÇÃO DE TEXTO - DIREITOS AUTORAIS E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL - 3o ANO - ENSINO MÉDIO


A partir da leitura do texto motivador seguinte e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema DIREITOS AUTORAIS E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: DISCUSSÃO ENTRE A ARTE E A MONTAGEM PROGRAMADA, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO 1

Arte gerada por inteligência artificial não pode ser protegida por direitos autorais, decide  juíza dos EUA

A decisão foi tomada após um homem reivindicar a autoria de uma imagem gerada por inteligência artificial

Uma juíza do Tribunal Distrital dos Estados Unidos decidiu na última sexta-feira (18) que obras de arte geradas por inteligência artificial (IA) não podem ser protegidas por direitos autorais .

Para decidir isso, Beryl A. Howell presidiu um processo aberto por Stephen Thaler conta o Escritório de Direitos Autorais dos Estados Unidos. O homem alega que o órgão recusou o registro de direitos autorais de uma imagem gerada por IA feita com o Creativity Machine.

Thaler tem repetidamente solicitado o registro de direitos autorais da imagem como um trabalho legítimo, que deveria listá-lo como proprietário da obra, enquanto o algoritmo Creativity Machine seria o criador da imagem. No entanto, seus pedidos foram rejeitados todas as vezes.

Após uma resposta negativa no ano passado, ele decidiu pelo processo, já que acredita que a negação por parte do Escritório é “arbitrária, caprichosa e não estava de acordo com a lei”.

No entanto, a juíza Howell não vê dessa forma e, em sua decisão, descreve que os direitos autorais nunca foram concedidos a trabalhos que estivessem “ausentes de qualquer mão humana orientadora”, acrescentando que “ a autoria humana é um requisito fundamental dos direitos autorais”...

Disponível em: https://tecmasters.com.br/arte-inteligencia-artificial-direitos-autorais/ Acesso em 21 de ago. de 2023.

TEXTO 2

Lei que regula os direitos autorais no contexto brasileiroLEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998.

Art. 5º Para os efeitos desta Lei, considera-se:

I - publicação - o oferecimento de obra literária, artística ou científica ao conhecimento do público, com o consentimento do autor, ou de qualquer outro titular de direito de autor, por qualquer forma ou processo;

II - transmissão ou emissão - a difusão de sons ou de sons e imagens, por meio de ondas radioelétricas; sinais de satélite; fio, cabo ou outro condutor; meios óticos ou qualquer outro processo eletromagnético;

III - retransmissão - a emissão simultânea da transmissão de uma empresa por outra;

IV - distribuição - a colocação à disposição do público do original ou cópia de obras literárias, artísticas ou científicas, interpretações ou execuções fixadas e fonogramas, mediante a venda, locação ou qualquer outra forma de transferência de propriedade ou posse;

V - comunicação ao público - ato mediante o qual a obra é colocada ao alcance do público, por qualquer meio ou procedimento e que não consista na distribuição de exemplares;

VI - reprodução - a cópia de um ou vários exemplares de uma obra literária, artística ou científica ou de um fonograma, de qualquer forma tangível, incluindo qualquer armazenamento permanente ou temporário por meios eletrônicos ou qualquer outro meio de fixação que venha a ser desenvolvido;

VII - contrafação - a reprodução não autorizada.

Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9610.htm Acesso em: 21 de ago. de 2023.


domingo, 20 de agosto de 2023

TÓPICOS DE REVISÃO - 1o ANO- ENSINO MÉDIO - 2023 - ESTUDE MAIS!

 


1o ANO - ENSINO MÉDIO

ESTUDE MAIS!

SIMULADO 2023: TÓPICOS DE REVISÃO

1.      Variação linguística => Diferença entre Português Europeu e Português Brasileiro.

2.      Variação linguística => Variação diatópica ou geográfica

3.      Variação linguística; relações de poder: variedade urbana de prestígio e coloquialismo.

4.      Língua, sociedade, coloquialismo, “norma padrão”, gramática escolar.

5.      Estruturas gramaticais: “norma padrão”, variação diafásica.

6.      Linguagem informal e produção literária: por que muitos escritores (poetas, compositores, romancistas etc.) não privilegiam a linguagem formal (conforme a “norma padrão”)?

7.      Vocabulário formal x vocabulário informal: uso da linguagem no domínio discursivo jornalístico.

8.      Tirinha: itens multimodais => produção de sentido; características do gênero discursivo tirinha.

9.      Comparação entre textos: diferença entre gêneros discursivos, ideia central, finalidade discursiva, relação causa e consequência.

10.  Anúncio publicitário: multimodalidade e produção de sentido.

11.  Compreensão de expressões no plano textual: convém considerar semântica e contexto.

12.  Relação intersemiótica: comparação entre texto (no caso específico, soneto) e telas (artes plásticas);

13.  Charge: multimodalidade, produção de sentido, crítica e humor.

14.  Compreensão de textos que têm origem na oralidade

15.  Característica do gênero discursivo editorial; ideia central; características.

sábado, 19 de agosto de 2023

EM DIA COM O ENEM - QUESTÕES ESTUDADAS NA AULA PASSADA - 3o ANO - ENSINO MÉDIO



3o ANO - ENSINO MÉDIO 

EM DIA COM O ENEM: ATIVIDADE DO DIA 18/8/2023.

Agora, confira o gabarito da atividade da aula do dia 18/8/2023. 

Lembre-se de que João Cabral de Melo Neto nasceu em Recife-PE, em 1920 e faleceu no Rio de Janeiro - RJ, em outubro de 1999. Entre suas obras, destacamos os seguintes livros: (a) Pedra do Sono (1942);(b) O Engenheiro (1945); (c) Psicologia da Composição com a Fábula de Anfíon e Anteode (1947); (d) O Cão sem Plumas (1950); (e) Morte e Vida Severina (1955); (f) A Educação pela Pedra (1966); Auto do Frade (1984) e outros.

1. (Enem 2017)

Dois parlamentos

Nestes cemitérios gerais

não há morte pessoal.

Nenhum morto se viu

com modelo seu, especial.

Vão todos com a morte padrão, em série fabricada.

Morte que não se escolhe

e aqui é fornecida de graça.

Que acaba sempre por se impor sobre a que já medrasse.

Vence a que, mais pessoal,

alguém já trouxesse na carne.

Mas afinal tem suas vantagens

esta morte em série.

Faz defuntos funcionais,

próprios a uma terra sem vermes.

MELO NETO, J. C. Serial e antes. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997 (fragmento).

A lida do sertanejo com suas adversidades constitui um viés temático muito presente em João Cabral de Melo Neto. No fragmento em destaque, essa abordagem ressalta o(a)

A) inutilidade de divisão social e hierárquica após a morte.

B) aspecto desumano dos cemitérios da população carente.

C) nivelamento do anonimato imposto pela miséria na morte.

D) tom de ironia para com a fragilidade dos corpos e da terra.

E) indiferença do sertanejo com a ausência de seus próximos.

Graciliano Ramos nasceu em Alagoas (1892) e faleceu aos 60 anos, em 1953. Queremos destacar do autor nordestino as seguintes produções: (a) Caetés (1933); (b) São Bernardo (1934) - cujo trecho pode ser conferido na questão abaixo; (c) Angústia (1936); (d) Vidas Secas (1938); Memórias do Cárcere (1953) e muitos outros livros.

2. (Enem 2017)

Tenho visto criaturas que trabalham demais e não progridem. Conheço indivíduos preguiçosos que têm faro: quando a ocasião chega, desenroscam-se, abrem a boca e engolem tudo.

Eu não sou preguiçoso. Fui feliz nas primeiras tentativas e obriguei a fortuna a ser-me favorável nas seguintes.

Depois da morte do Mendonça, derrubei a cerca, naturalmente, e levei-a para além do ponto em que estava no tempo de Salustiano Padilha. Houve reclamações.

-- Minhas senhoras, Seu Mendonça pintou o diabo enquanto viveu. Mas agora é isto. E quem não gostar, paciência, vá à justiça.

Como a justiça era cara, não foram à justiça.

E eu, o caminho aplainado, invadi a terra do Fidélis, paralítico de um braço, e a dos Gama, que pandegavam no Recife, estudando direito. Respeitei o engenho do Dr. Magalhães, juiz.

Violências miúdas passaram despercebidas. As questões mais sérias foram ganhas no foro, graças às chicanas de João Nogueira.

Efetuei transações arriscadas, endividei-me, importei maquinismos e não prestei atenção aos que me censuravam por querer abarcar o mundo com as pernas. Iniciei a pomicultura e a avicultura. Para levar os meus produtos ao mercado, comecei uma estrada de rodagem. Azevedo Godim compôs sobre ela dois artigos, chamou-me patriota, citou Ford e Delmiro Gouveia. Costa Brito também publicou uma nota na Gazeta, elogiando-me e elogiando o chefe político local. Em consequência mordeu-me cem mil réis.

RAMOS, G. São Bernardo. Rio de Janeiro: Record, 1990.

O trecho, de São Bernardo, apresenta um relato de Paulo Honório, narrador-personagem, sobre a expansão de suas terras. De acordo com esse relato, o processo de prosperidade que o beneficiou evidencia que ele

A) revela-se um empreendedor capitalista pragmático que busca o êxito em suas realizações a qualquer custo, ignorando princípios éticos e valores humanitários.

B) procura adequar sua atividade produtiva e função de empresário às regras do Estado democrático de direito, ajustando o interesse pessoal ao bem da sociedade.

C) relata aos seus interlocutores fatos que lhe ocorreram em um passado distante, e enumera ações que põem em evidência as suas muitas virtudes de homem do campo.

D) demonstra ser um homem honrado, patriota e audacioso, atributos ressaltados pela realização de ações que se ajustam ao princípio de que os fins justificam os meios.

E) amplia o seu patrimônio graças ao esforço pessoal, contando com a sorte e a capacidade de iniciativa, sendo um exemplo de empreendedor com responsabilidade social.

Murilo Mendes nasceu em Minas Gerais em 1901 e faleceu em Lisboa, em 1975.Escreveu: (a) Bumba-meu-poeta (1931); (b) As Metamorfoses - com ilustrações de Portinari (1944); (c) Poliedro (1972); (d) Marrakech (1974) e outros. 

3. (Enem 2017)

O farrista

Quando o almirante Cabral

Pôs as patas no Brasil

O anjo da guarda dos índios Estava passeando em Paris. Quando ele voltou de viagem

O holandês já está aqui.

O anjo respira alegre:

“Não faz mal, isto é boa gente,

Vou arejar outra vez”

O anjo transpôs a barra,

Diz adeus a Pernambuco,

Faz barulho, vuco-vuco,

Tal e qual o zepelim

Mas deu um vento no anjo,

Ele perdeu a memória...

E não voltou nunca mais.

MENDES, M. História do Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1992.

A obra de Murilo mendes situa-se na fase inicial do Modernismo, cujas propostas estéticas transparecem, no poema, por um eu lírico que

A) configura um ideal de nacionalidade pela integração regional.

B) remonta ao colonialismo assente sob um viés iconoclasta.

C) repercute as manifestações do sincretismo religioso.

D) descreve a gênese da formação do povo brasileiro.

E) promove inovações no repertório linguístico.

Manuel Bandeira nasceu em Recife - PE, em 1886 e faleceu no Rio de Janeiro em 1968. Entre suas obras, destacamos: (a) A Cinza da Horas (1917); (b) Carnaval (1919); (c) O Ritmo Dissoluto (1924); (d) Libertinagem (1930); (e) Estrela da Manhã (1936); (f) Mafuá do Malungo (1948); (g) Estrela da Tarde (1960); (h) Estrela da Vida Inteira (1968) e outros livros.

4. (Enem 2016)

Poema tirado de uma notícia de jornal

João Gostoso era carregador de feira livre e morava

no morro da Babilônia num barracão sem número.

Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro

Bebeu

Cantou

Dançou

Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.

BANDEIRA, M. Estrela da vida inteira: poesias reunidas. Rio de Janeiro: José Olympio, 1980.

No Poema de Manuel Bandeira, há uma ressignificação de elementos da função referencial da linguagem pela

A) atribuição de título ao texto com base em uma notícia veiculada em jornal.

B) utilização de frases curtas, características de textos do gênero jornalístico.

C) indicação de nomes de lugares como garantia da veracidade da cena narrada.

D) enumeração de ações, com foco nos eventos acontecidos à personagem do texto.

E) apresentação de elementos próprios da notícia, tais como quem, onde, quando e o quê.

Mário de Andrade nasceu em São `Paulo, em 1893 e faleceu no mesmo estado, em 1945. Escreveu: (a) Há uma Gota de Sangue em Cada Poema (1917); (b) Pauliceia Desvairada (1922); (c)  Losango Cáqui (1926); (d) Clã do Jabuti (1927); (e) A Escrava que não é Isaura (1925); (f) Lira Paulistana (1946); (g) Amar, Verbo Intransitivo (1927); (h) Macunaíma (1928) e outros livros igualmente importantes.

5. (Enem 2016)

O bonde abre a viagem,

No banco ninguém,

Estou só, stou sem.

Depois sobe um homem,

No banco sentou,

Companheiro vou.

O bonde está cheio,

De novo porém

Não sou mais ninguém.

ANDRADE, M. Poesias completas. Belo Horizonte: Vila Rica, 1993.

O desenvolvimento das grandes cidades e a consequente concentração populacional nos centros urbanos geraram mudanças importantes no comportamento dos indivíduos em sociedade. No poema de Mário de Andrade, publicado na década de 1940, a vida na metrópole aparece representada pela contraposição entre

A) a solidão e a multidão.

B) a carência e a satisfação.

C) a mobilidade e a lentidão.

D) a amizade e a indiferença.

E) a mudança e a estagnação.

6. (Enem 2016)

Descobrimento

Abancado à escrivaninha em São Paulo

Na minha casa da rua Lopes Chaves

De sopetão senti um friúme por dentro.

Fiquei trêmulo, muito comovido

Com o livro palerma olhando pra mim.

Não vê que me lembrei que lá no norte, meu Deus! Muito longe de mim,

Na escuridão ativa da noite que caiu,

Um homem pálido, magro de cabelos escorrendo nos olhos Depois de fazer uma pele com a borracha do dia, Faz pouco se deitou, está dormindo.

Esse homem é brasileiro que nem eu...

ANDRADE, M. Poesias completas. São Paulo: Edusp, 1987.

O poema Descobrimento, de Mário de Andrade, marca a postura nacionalista manifestada pelos escritores modernistas. Recuperando o fato histórico do “descobrimento”, a construção poética problematiza a representação nacional a fim de

A) resgatar o passado indígena brasileiro.

B) criticar a colonização portuguesa no Brasil.

C) defender a diversidade social e cultural brasileira.

D) promover a integração das diferentes regiões do país.

E) valorizar a Região Norte, pouco conhecida pelos brasileiros

Adélia Prado nasceu em Divinópolis, Minas Gerais, em 1935. Hoje, com 87 anos, a escritora é detentora de uma obra que envolve poesia e prosa. Entre os seus livros, destacamos: (a) Bagagem, Imago (1976); (b) A Duração do Dia (2010); (c) Cacos para um vitral - romance - (1980); (d) Carmela vai à Escola (2011) e muitos outros.

7. (Enem 2016)

Casamento

Há mulheres que dizem:

Meu marido, se quiser pescar, pesque,

mas que limpe os peixes.

Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,

ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.

É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,

de vez em quando os cotovelos se esbarram,

ele fala coisas como “este foi difícil” “prateou no ar dando rabanadas”

e faz o gesto com a mão.

O silêncio de quando nos vimos a primeira vez

atravessa a cozinha como um rio profundo.

Por fim, os peixes na travessa,

vamos dormir.

Coisas prateadas espocam:

somos noivo e noiva.

PRADO, A. Poesia reunida. São Paulo: Siciliano, 1991.

O poema de Adélia Prado, que segue a proposta moderna de tematização de fatos cotidianos, apresenta a prosaica ação de limpar peixes na qual a voz lírica reconhece uma

A) expectativa do marido em relação à esposa.

B) imposição dos afazeres conjugais.

C) disposição para realizar tarefas masculinas.

D) dissonância entre as vozes masculina e feminina.

E) forma de consagração da cumplicidade no casamento.

domingo, 6 de agosto de 2023

PRODUÇÃO DE TEXTO - * EDUCAÇÃO * - DE QUEM É A RESPONSABILIDADE: FAMÍLIA, SOCIEDADE OU ESTADO?

Segundo a Constituição Federal de 1988, no seu Art. 205, a "educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho".

Confronte o Art. 205, da Constituição Federal de 1988 com a charge (JC, 5/8/2023) e faça um pequeno comentário, a fim de que possamos levar para o debate em sala.

domingo, 30 de julho de 2023

LER E COMPREENDER - NOÇÕES DE LINGUÍSTICA TEXTUAL - ANÁLISE LINGUÍSTICA - III UNIDADE DIDÁTICA - 2023 - ENSINO MÉDIO



🙋ENSINO MÉDIO -  1os. ANOS 👀

Identidade digital é chave para uma vida conectada e mais segura

Soluções que unificam os universos real e virtual ganham força ao eliminar senhas e aumentar a segurança para indivíduos e empresas

1.        Promove inclusão e gera mais oportunidades

Identidade digital tem potencial de ajudar os países e acelerar o desenvolvimento inclusivo, melhorando a prestação de serviços, aumentando a inclusão financeira, reduzindo as desigualdades e ampliando o acesso a serviços como saúde e seguridade social.

2.        Evita fraudes e perdas financeiras

Com a pandemia e a digitalização acelerada, a importância de uma identidade digital segura ficou ainda mais evidente. Trabalho remoto, ensino online, transações bancárias, emissão de documentos e teleconsultas médicas, por exemplo, demandam sistemas mais seguros, capazes de verificar identidades e validar certificados. E a tendência é de alta com o crescimento da Internet das Coisas (IoT) e expansão da rede 5G.

3.        Gera eficiência e economia

Relatório da McKinsey realizado em sete países (incluindo o Brasil) indica que a adoção de identidades digitais poderia gerar um valor estimado em 13% do PIB até 2030. Além disso, os governos poderiam economizar 110 bilhões de horas de serviços e as empresas conseguiriam aumentar sua eficiência, reduzindo custos, combatendo as fraudes de maneira efetiva e poupando até US$ 1,6 trilhão com utilização de ID digital.

4.        Facilita a vida do cidadão

O “onlife[1]” que vivemos hoje exige uma infinidade de senhas, cartões magnéticos, tokens[2], chaves e crachás. Além de simplificar o dia a dia dos usuários, a identidade digital única ainda aumenta a segurança de seus acessos e interações, incluindo transações bancárias, assinatura de documento de impostos, reduzindo o risco de perda de dinheiro e de reputação.

A vida hiperconectada de hoje em dia é bastante complexa, mas pouco eficiente, especialmente no que diz respeito à segurança dos mais variados tipos de acessos e transações. É necessário utilizar uma série de documentos físicos de identificação, além de chaves, crachás e cartões, por exemplo. Ao mesmo tempo, também somos obrigados a lidar com uma infinidade de senhas, formulários e solicitações de informações online. Precisamos nos identificar diversas vezes ao dia, para inúmeras atividades cotidianas: logar[3] no computador, fazer uma transferência bancária, desbloquear o celular, usar serviços via aplicativos ou fazer compra online, por exemplo. Mesmo assim, a cada dois segundos uma pessoa é vítima de fraude no Brasil. Ou seja, é uma conta que não fecha e que rouba tempo e energia do cidadão.

Nesse universo “figital[4]”, que aboliu as fronteiras entre físico e digital, é preciso mais do que nunca uma solução segura que facilite a vida, garantindo de forma inequívoca que cada pessoa seja de fato quem ela diz ser. Essa inovação tem nome e é cada vez mais utilizada no Brasil e no mundo: identidade digital ou simplesmente ID digital, solução que de acordo com Fabiola Greve, diretora do instituto de Computadores da Universidade Federal da Bahia (IC/UFBA), é a mola para a segurança dos indivíduos e das organizações nessa nova era da web 3.0.

As projeções apoiam sua opinião. Globalmente, o mercado de soluções de identidade digital deve altar de US$ 23,3 bilhões  em 2021 para US$ 49,5 bilhões, segundo estimativa da Research and Markets. “No figital, é imprescindível conceder às pessoas, coisas e organizações uma única identidade, que possa ser universal e atenda a todos os rigores de segurança”, explica.

A ID digital nada mais é do que um mecanismo para a identificação digital e segura de indivíduo, sem contato pessoal, que já vem sendo utilizada para sustentar diversas plataformas digitais, serviços eletrônicos e sistemas de pagamento digitais. “A ID digital é muito diferente de uma imagem digital do RG ou CPF, porque reúne um conjunto de informações, dados, documentos e comportamentos que garantem sua identificação no meio digital”, explica Paulo Alencastro, cofundador da Único[5], primeira IDTech brasileira a oferecer soluções de identidade digital, como biometria facial e admissão digital. Fundada em 2007 por Diego Martins, Rui Jordão e Alencastro, a Único tem hoje como clientes mais de 800 empresas, entre os principais bancos e grandes varejistas do Brasil.

BENEFÍCIOS DA ID DIGITAL

A ID digital entrega benefícios tanto para os usuários quanto para empresas e governos. Um dos principais, que vale para todos os envolvidos, é a segurança. “Uma identidade digital confiável ajuda, acima de tudo, a mitigar o problema de fraude  de identidade, que causa muitos prejuízos para a sociedade”, afirma Alencastro. Para termos uma ideia do que ele está falando, apenas em 2021, a Unico evitou que mais de 1 milhão de pessoas tivessem sua identidade fraudada, evitando um prejuízo estimado em R$ 70 bilhões.

Essa segurança é fornecida por meio da verificação de uma série de atributos, que geralmente mesclam dados biométricos faciais, que são o meio mais seguro de identificação pessoal porque envolve características biológicas únicas que só aquele indivíduo possui, com documentos oficiais e informações de governos e instituições bancárias. “Na Unico, o nível de acuracidade da identidade de cada pessoa depende de constantes interações com nossos clientes. A cada contato, uma nova imagem é capturada e confrontada com a nossa base, que devolve uma informação confirmando que a pessoa é quem diz ser”, complementa Alencastro. “Não é algo específico em um único momento, mas algo que acontece várias vezes por dia na vida das pessoas”.

Para empresas, pessoas e governos, a praticidade da ID digital tem ainda outra vantagem clara. Ela oferece redução de custos operacionais ao dispensar diversas etapas burocráticas de autenticação e vaivém de documentos e formulários. Um estudo da McKinsey de 2019 apontou que a adoção da identidade digital poderia ajudar a poupar cerca de 110 bilhões de horas por meio de serviços de governo eletrônicos amplificados. Além disso, instituições poderiam se beneficiar  de melhorias no cadastro de clientes, reduzindo custos em até 90%, e evitando fraudes, economizando até US$ 1,6 trilhão globalmente.

A identidade digital também proporciona melhores experiências para as pessoas, que não precisam perder tempo, energia ou até dinheiro em processos lentos e ineficientes, estejam elas no papel de cidadão, cliente ou funcionário.

Hoje, a principal tecnologia por trás da ID digital da Único é um meio eficiente para autenticação de indivíduos, como explica Alencastro. “A biometria facial que utilizamos é prática, extremamente segura e ideal para o figital, porque pode ser usado igualmente no ambiente digital, no físico”, afirma. Por mês, a Único tem em média 25 milhões de autenticações. Detalhe: a cada 67, uma é tentativa de fraude.

O ideal é que a identidade digital seja um documento de identificação único utilizado globalmente em qualquer plataforma. “Ela deve contemplar todo o conjunto de relações significativas que o indivíduo estabelece com a sociedade”, afirma Fabíola. Isso quer dizer que, por exemplo, sua profissão faria parte da sua identidade, assim como seus dados médicos e financeiros , entre outros.

Também há a expectativa de que, com a tecnologia, cada pessoa possa decidir para quem, quando e com qual finalidade quer disponibilizar suas informações pessoais. “Considerando essa perspectiva, uma ID digital segura será ainda mais imprescindível e os ganhos serão imensos, sobretudo na facilidade de interação do indivíduo com os diversos ecossistemas, na oferta de serviços por parte das várias organizações, e, claro, no respeito à privacidade do cidadão e alinhamento às leis gerais de proteção de dados”, diz ela. “Ainda não estamos nesse estágio, mas chegaremos lá.”

 (Disponível em: https://estudio.folha.uol.com.br/unico/2022/05/identidade-digital-e-chave-para-uma-vida-conectada-e-mais-segura. Acesso em: 25 jul. de 2022.

 

ATENÇÃO! Use o caderno para ampliar as respostas.

01.     Destaque duas estratégias argumentativas utilizadas no texto. Em seguida, escreva esses dois fragmentos no caderno e justifica a sua escolha.

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02.     A partir da ideia central do texto que é anunciada na manchete, leia todo o conteúdo e explique a existência ou ausência de um posicionamento crítico (que poderia aparecer de forma implícita ou explícita).

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03.     O que poderia ser entendido como apelo utilitarista? Dê um exemplo com um fragmento e com a devida justificativa.

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04.      O texto menciona quem terá a responsabilidade pelo armazenamento dos dados? Na sequência, responda: caso não exista uma regulamentação adequada, quais são as possíveis consequências para a sociedade em geral?

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05.     No último parágrafo, que tempo verbal (e modo) reforça (m) a ideia de “certeza” a partir do juízo de valor implícito? Argumente.

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06.     Que justificativa pode ser registrada com finalidade apelativa? Que tempo verbal participa dessa circunstância?

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07.     Que benefícios poderiam ser incluídos ao texto e, por outro lado, que críticas poderiam ser levantadas? Justifique.

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08.     Depois da leitura atenta do texto, explique o que poderia ser considerado como juízo de valor e como fato.

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[1] Nova experiência de realidade hiperconectada na qual não faz mais sentido perguntar para determinado sujeito se ele está on-line ou off-line.

[2] Dispositivo eletrônico gerador de senhas.

[3] Ter acesso à área reservada de um site ou programa de computador.

[4] Físico e digital ao mesmo tempo.

[5] IDtech brasileira especialista em identidade digital.


🙋ENSINO MÉDIO - 3os ANOS 👀

Racismo ambiental no Brasil e no mundo

Entendendo a injustiça ambiental

Embora estejamos falando de desastres ambientais, esses fenômenos também se relacionam com questões de justiça, pois revelam um flagrante desrespeito aos direitos humanos, uma vez que os mais atingidos têm sido os socialmente mais vulneráveis.

(Le Monde Diplomatique, 29 de junho de 2023)

Samarco se rompeu, jogando rejeitos na bacia do Rio Doce, destruindo uma cidade próxima e matando ao menos 19 pessoas. Das vítimas imediatas do rompimento, 84,5% eram negras. O cenário se repetiu em 2019, na cidade de Brumadinho, também em Minas Gerais. Os dois bairros mais impactados pela onda de rejeitos tinham como maior parte da população pessoas pobres e negras. Com isso, surge o importante questionamento: os desastres ecológicos e as mudanças climáticas também respondem aos vieses, preconceitos e discriminação de toda ordem que pautam as estruturas sociais, conectando-se com importantes questões de justiça?

Nesse sentido, é importante compreender o conceito de justiça ambiental, que propõe uma reflexão a respeito da necessidade de assegurar de forma equitativa a distribuição de ônus e bônus ambientais conforme critérios aceitos socialmente. É injusto que as principais consequências ambientais negativas recaiam apenas em um grupo social, a saber, os mais vulneráveis socialmente, como pobres, indígenas e quilombolas, no caso brasileiro. As reivindicações por justiça ambiental são manifestações relativamente recentes das sociedades contemporâneas, iniciadas na década de 60 e ligadas aos movimentos dos direitos civis para os afrodescendentes nos EUA, e buscam acusar e reverter o tratamento desigual dispensado em relação a grupos étnicos vulneráveis. Diz corretamente Rogério Rammê, em sua dissertação de mestrado.

Mas por que esses seriam casos de injustiça ambiental? Exatamente porque são situações que ferem os direitos humanos, uma vez que as ações das pessoas que provocam desequilíbrio ecológico provocam igualmente várias situações que representam uma negação da dignidade humana a certos grupos sociais, especialmente aqueles em situação de pobreza e vulnerabilidade social. Isso porque não é possível conceber como vida digna morar em locais de risco, sem água tratada, esgoto, locais em que a todo momento podem ocorrer deslizamentos e soterramento de pessoas. É importante evidenciar aqui um caráter discriminatório entre os diversos grupos e classes sociais, pois enquanto para grupos sociais com maior poder aquisitivo o meio ambiente significa áreas verdes, parques, silêncio e ar despoluído, para grupos sociais marginalizados e excluídos significa a limpeza de córregos imundos e a proteção contra inundações e deslizamento de encostas. Como já considerado pela própria ONU em sua resolução (Human right and the environment (Direitos Humanos e Meio Ambiente) n. 1990/41, a degradação ambiental é causada de alterações irreversíveis ao meio ambiente, ameaçando ecossistemas que mantêm a vida, a saúde e o bem-estar humanos.

Deixem-me ainda fazer referência à concepção de injustiça tal como apresentada por Judith Shklar para melhor compreender por que esses casos referidos seriam classificados como injustiça ambiental. Em The Forces of Injustice (Yale University Press, 1990), ela defende que o fenômeno da injustiça ocorre quando as vítimas estão presentes, sendo um caso particular e individual de arbitrariedade, de forma que a história, a cultura e o status são fundamentais para a compreensão do fenômeno. Ela inicia a obra fazendo uma distinção importante para nossos propósitos: como saber quando um desastre é uma fatalidade ou uma justiça? Para ela, se é causado por uma força externa da natureza, como um furação, é uma desgraça e devemos nos resignar ao sofrimento. Por outro lado, se é causado por um agente com má intenção, que toma uma decisão deliberada, se trata de injustiça, de forma que devemos expressar uma forte indignação. Por exemplo, um terremoto é claramente um evento natural, mas os danos causados por ele podem ter causas pessoais ou sociais relevantes, como quando construtores não seguiram o plano correto de construção para economizar no material, ou mesmo no caso das autoridades públicas não terem feito nada para se preparar para essa eventualidade. É importante ressaltar que Shklar defende que a percepção das enchentes, alagamentos, rompimentos de barragens, invasão de territórios, acesso escasso à água e esgoto tratado ou coleta de lixo são algumas das situações que evidenciam o racismo e a injustiça ambiental que grupos vulneráveis vivenciam ao longo da vida em nosso país, consistindo a injustiça no tratamento arbitrário e preconceituoso que certos grupos recebem, sobretudo, das autoridades públicas.

Mas ainda há outra forma de injustiça ambiental que pode ser percebida especialmente na relação entre países, ou na relação entre pessoas que vivem em diferentes países e isso porque os países mais ricos são os que mais poluem, mas os problemas ambientais aparecem mais acentuadamente nos países mais pobres. Por exemplo, entre os países baixos mais poluidores estão Estados Unidos, China, Rússia, Japão e Alemanha, enquanto entre os países mais poluídos estão Bangladesh, Iraque, Paquistão, Índia, Kuwait, entre outros. A respeito da isonômica distribuição de ônus ambientais em nível mundial, o Relatório de Desenvolvimento Humano 2007/2008 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), intitulado “Combatendo a mudança climática: solidariedade humana num mundo dividido”, destaca que os países pobres apenas contribuem de modo ínfimo para o aquecimento global, contudo, são eles que mais sofrem e sofrerão os resultados imediatos das mudanças do clima no planeta. No mesmo sentido, Anthony Giddens, em A Política da Mudança Climática (Zahar, 2010) afirma que “a maior parte das emissões que causam a mudança climática foi gerada pelos países industrializados, porém seu impacto se fará sentir com mais intensidade nas regiões mais pobre do mundo” (2010, p. 259).

Exemplo disso seriam os casos de injustiça climática, em que o aquecimento global afeta as regiões de planeta de forma diferente. Estudo recente do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) mostra que cerca de 3,3 a 3,6 bilhões de pessoas estão altamente expostas a mudanças do clima. O relatório esclarece que há uma relação direta entre o subdesenvolvimento e a alta vulnerabilidade a riscos climáticos. O estudo também aponta que, entre 2010 e 2020, a mortalidade humana por inanições, secas e tempestades, foi 15 vezes maior em regiões altamente vulneráveis, como partes da África, sul da Ásia, América Latina e pequenos estados insulares.

[...] A governaça climática está ligada ao desenvolvimento dos países e ao bem-estar da natureza assim como das pessoas, considerando que a construção de soluções ambientais é um processo complexo e de escala global que envolve todos os níveis e é relevante para todos os setores da sociedade. Nesse âmbito devem-se aprovar leis (nacionais e internacionais) de proteção ambiental que evitem injustiças e exijam um tratamento equitativo para todas as pessoas independentemente da cor, nacionalidade ou renda, garantindo que toda pessoa deve ter igual proteção dos riscos ambientais à sua saúde.

A outra linha de ação estaria mais voltada para a consciência individual das pessoas, de forma a se desenvolver uma responsabilidade socioambiental, o que deveria conduzir a um tipo de consumo mais austero ou comedido, considerando a vida como interdependente da vida do planeta. Estamos acostumados a pensar que os problemas ambientais seriam resolvidos apenas por leis de proteção socioambiental, o que não está errado. Mas, para além disto, não podemos esquecer que muitos problemas ambientais (se não todos) são gerados pelo tipo de produção e consumo que temos em sociedade contemporâneas, caracterizadas pela produção predatória em larga escala e consumismo. Assim, penso que é relevante refletir sobre nossa responsabilidade em consumir de forma mais sustentável, apostando e incentivando um tipo de consumo mais austero, consumindo o necessário para viver bem, mas considerando os limites apropriados deste consumo, Seria uma maneira de se pensar na necessidade da aquisição da virtude da moderação ou temperança como uma virtude pública central para se alcançar tanto a sustentabilidade como a solidariedade. Nesse sentido, creio que temos muito que aprender como os povos originários no Brasil, que têm um modelo produtivo de subsistência que não está baseado no consumo, conectando de forma orgânica o valor intrínseco da natureza e o bem-estar da comunidade.

Este modelo alternativo coloca em xeque a crença desenvolvimentista e consumista de que os recursos naturais são infindáveis e de que a natureza existe para ser desfrutada...

Assim, a lição aqui seria questionar a ideia ilusória de que maior consumo implicaria necessariamente em maior felicidade, uma vez que os recursos naturais são finitos e os problemas ambientais estão conectados com os problemas sociais. É claro que não devemos descuidar de exigir que os países façam leis ambientais que garantam os direitos humanos de forma irrestrita, bem como que façam acordos multilaterais para a diminuição de emissão de carbono, se comprometendo em limitar o aumento da temperatura global em 1,5º C. Outra medida seria concordar com o financiamento climático, de forma que os países desenvolvidos dariam apoio financeiro aos países em desenvolvimento, que são mais vulneráveis a estas alterações climáticas. Mas, isso não seria necessariamente excludente em relação a um compromisso moral com o bem-estar das outras pessoas e com o valor intrínseco da natureza, o que parece implicar um tipo de responsabilidade com a vida futura do planeta e da humanidade.  

Depois da leitura e reflexão sobre o texto, responda as questões que seguem:

01.  Sobre a memória, declarou Eduardo Galeano: “a memória guardará o que valer a pena. A memória sabe de mim mais que eu; e ela não perde o que merece ser salvo”. Por outro lado, no caso da memória coletiva, é possível que os acidentes ambientais, que trouxeram danos à natureza e às populações vulneráveis, tenham sido esquecidos pela população brasileira? Nessa direção, faça uma apreciação crítica.

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02.  Tomando por base a ideia central do texto, que propostas de intervenções podem ser arroladas (além daquelas que são elencadas no texto)? Por quê?

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03.   Que ideias implícitas podem ser extraídas a partir do texto em apreço? Explique.

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04.  Qual a relação entre os ideais CAPITALISTAS com a crítica presente no texto?

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05.  Destaque causa e consequências presentes no texto e, em seguida, explique de que forma essas circunstâncias contribuem para a sequência argumentativa.

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06.  Pesquise uma matéria jornalística sobre a ideia central do texto acima. Em seguida, aponte as semelhanças e diferenças entre os dois conteúdos (isto é, o pesquisado e o que está em estudo).

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07.  O texto cumpre os critérios de textualização de coesão e de coerência. Este tem relação com o conceito e aquele se ocupa em fazer a conexão sequencial. Assim sendo, cite um exemplo de adição e outro de disjunção. Em seguida, explique o efeito semântico nos dois casos.

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08.  Por que o autor muda (p. 3), abruptamente, o tempo verbal para o FUTURO DO PRETÉRITO DO INDICATIVO? Que efeito discursivo o autor pretende construir? Explique.

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09.  O verbo “haver”, que é utilizado no texto, poderia ser substituído por “existir” ou “ter”, indiferentemente, conforme exigências da variedade urbana de prestígio comum ao gênero discursivo em estudo? Justifique sua resposta com um exemplo extraído do texto.

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10.  Em “Deixe-me ainda fazer referência à concepção de justiça...” (p. 1); “[...] acesso escasso à água...” (p. 2); “[...] alta vulnerabilidade a riscos climáticos.” (p. 2); “[...] que são mais vulneráveis a estas alterações climáticas.” (p. 3); “[...] excludente em relação a um compromisso moral...” (p. 3), registramos, em alguns casos, o uso do acento grave indicador de crase e, por outo lado, a ausência desse sinal. Diante disso, explique as questões semânticas atreladas aos aspectos gramaticais.

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11.  Como pode ser conferido, o autor ora utiliza a 1ª. pessoa do singular, ora a 3ª. pessoa do plural ou a 1ª. pessoa do plural. Reescreva um exemplo para cada ocorrência e procure explicar as razões prováveis para tais escolhas do autor.

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12.  Em “[...] o meio ambiente significa áreas verdes, parques, silêncio e ar despoluído...”, a palavra “despoluído”, do ponto de vista morfológico, recebe um prefixo e continua com a mesma função, porém com efeito semântico diferente.  Assim sendo, por que o autor teria escolhido tal termo e não um adjetivo como “limpo” ou como “puro”. Justifique.

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13.  Em “É importante evidenciar aqui um caráter discriminatório entre os diversos grupos e classes sociais, pois enquanto para grupos sociais com maior poder aquisitivo o meio-ambiente significa áreas verdes, parques, silêncio e ar despoluído, para grupos sociais marginalizados...” (p. 1), as palavras destacadas apresentam os seguintes valores semânticos, respectivamente:

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14.  Quanto aos critérios de textualidade, destaque no texto: intencionalidade, aceitabilidade e situacionalidade. Para exemplificar, destaque fragmentos do texto para os três itens.

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15.  Que estratégias argumentativas são usadas pelo autor? Destaque pelo menos duas e as justifique.

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16.  Que linha ideológica é criticada pelo autor do texto? Explique.

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17.  Seria apropriado usar as críticas presentes no texto para a realidade do Recife? Faça considerações críticas, evidencie os problemas e dê exemplos locais.

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18.  “AQUECIMENTO GLOBAL”, “SEQUESTRO DE CARBONO”, “ENERGIA VERDE”, “DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL” seriam bons palpites para propostas de produção de texto tanto para o ENEM, quanto para o Sistema Seriado de Avaliação (SSA) 3 da UPE. Assim sendo, escolha uma dessas sugestões e elabore um esquema (um esboço de planejamento) de dissertação escolar.

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19.  Sobre os dêiticos, extraia do texto dois exemplos de itens lexicais que promovem a progressão textual e explique como tais elementos fazem remissão.

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20.  Explique o processo de concordância verbal (apontando os referentes) dos verbos “ter” (aparece no lide), “manter” (no terceiro parágrafo, p. 1), “deixar” (quanto parágrafo, p. 1), “dever” (sétimo parágrafo, p. 2) e “fazer” (último parágrafo, p. 3).

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